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O impacto da ansiedade, gravidade da convulsão, disfunção executiva, déficits psicológicos subjetivamente percebidos e depressão na função social de pacientes com epilepsia

Função social em relação ao controle de convulsões e comorbidades psiquiátricas 

Em estudo publicado na Epilepsy and Behavior, Kampf e colaboradores investigaram a relativa influência da ansiedade, depressão, disfunção cognitiva e controle de crises convulsivas sobre a função social de pacientes epilépticos.1 Dado que as relações entre as comorbidades psiquátricas e controle de convulsões, ansiedade, depressão e função social foram relatadas, os autores investigaram os fatores que podem contribuir para déficits de função social em pessoas com epilepsia.1

Medidas do estudo

Neste estudo prospectivo, os autores recrutaram 40 adultos com epilepsia de sua clínica ambulatorial.1 Os pacientes realizaram um teste de triagem para déficits cognitivos (EpiTrack) e completaram questionários autorrelatados sobre ansiedade (State-Trait Anxiety Inventory), depressão (Self Rating Depression Scale), déficits cognitivos subjetivamente percebidos (c.I.-Skala) e funcionamento social (Soziale Aktivität Selbstbeurteilungsskala, SASS).1 A severidade convulsiva acumulada durante os seis meses anteriores também foi estimada (Chalfont seizure severity scale).1

Análise regressiva foi utilizada para determinar se as pontuações de funcionamento social do SASS poderiam ser preditas por essas medidas de déficits cognitivos, ansiedade, depressão e gravidade da convulsão.1

Correlações entre as variáveis

O número de medicamentos antiepilépticos administrados no período de recrutamento foi correlacionado aos resultados do EpiTrack para déficits cognitivos (p = 0,03).1

Correlação significativa foi encontrada entre os resultados de depressão e ansiedade (p<0,000009).1 Embora não significativa, houve uma tendência para influência de sintomas depressivos sobre o funcionamento social (p = 0,093).1 Além disso, apenas três pacientes tiveram uma pontuação de ansiedade que era indicativa de transtorno ansioso, sem pontuação de depressão associada indicando pelo menos depressão menor.1

Déficits cognitivos perceptivos (c.I.-Skala) também foram significativamente correlacionados aos sintomas de depressão e ansiedade (p<0,000005 e p<0,0007, respectivamente).1

Notavelmente, os autores observaram que a gravidade da crise nos últimos 6 meses não influenciou o funcionamento social em seu modelo de regressão.1

Ansiedade e função social

Sintomas de ansiedade influenciaram a função social em pacientes com epilepsia separadamente da função cognitiva, depressão e gravidade da convulsão.1

Curiosamente, os autores observaram que eles não estavam cientes dos sintomas de ansiedade em muitos de seus pacientes antes deste estudo, enquanto que um diagnóstico de depressão clínica tenha sido feito em muitos dos pacientes que obtiveram pontuação alta para depressão.1

Os autores reconhecem que as medidas psicométricas para sintomas de ansiedade e depressão não foram equivalentes ao diagnóstico clínico psiquiátrico.1 Contudo, os resultados indicam a prevalência e importância dos sintomas ansiosos podem ser subestimados na prática clínica, em relação aos sintomas de depressão.1 Os autores sugerem que pacientes com epilepsia devem ser rastreados para detecção de sintomas ansiosos, afim de acessar a potencial necessidade de tratamento de ansiedade.1

  • Referências

    1. KAMPF, C. et al. The impact of anxiety, seizure severity, executive dysfunction, subjectively perceived psychological deficits, and depression on social function in patients with epilepsy. Epilepsy Behav, 19(57 Pt A):5–8, 2016.