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Associação entre o uso de mídias sociais e depressão entre jovens adultos dos EUA

Pesquisa transversal identifica uma relação entre o uso de mídias sociais e a depressão

Apesar do crescente interesse na influência que as mídias sociais podem ter sobre a saúde mental, a associação entre o uso das mídias sociais e o bem-estar mental permanece incerta.1 Nesse estudo com jovens adultos dos Estados Unidos, Lin e colaboradores investigaram a associação entre depressão e a exposição à diversas mídias sociais.1

Métodos do estudo

Foi utilizado um questionário online para estabelecer a incidência de depressão e uso de mídias sociais em uma amostra grande e nacionalmente representativa de jovens adultos dos EUA, com idade entre 19 e 32 anos.1 Os participantes foram selecionados a partir do painel de pesquisa online Growth from Knowledge, que atinge mais de 97% da população dos Estados Unidos.1,2 Os questionários avaliando hábitos de saúde foram enviados via e-mail entre outubro e novembro de 2014 e o uso de mídias sociais foi avaliado em acompanhamento de 18 meses.1

A depressão foi avaliada através da escala de 4 itens do Patient-Reported Outcomes Measurement Information System.1 De acordo com a distribuição não-normal dos resultados brutos, os participantes foram classificados como “baixo”, “médio” ou “alto” para depressão.1

O uso de mídias sociais foi avaliado por estimativas do “tempo total por dia” nas mídias sociais para uso pessoal. Os participantes também foram questionados sobre seu uso de 11 redes sociais - Facebook, Twitter, Instagram, YouTube, Google+, LinkedIn, Snapchat, Vine, Reddit, Pinterest and Tumblr – para as quais os autores também calcularam as “visitas por semana” aos sites de mídias sociais.1

Também foram coletadas informações sobre covariáveis, incluindo o status de relacionamento, situação de vida, renda familiar e nível de educação dos participantes.1

Uso geral de mídias sociais

O questionário foi respondido por um total de 1787 participantes.1 O tempo médio total gasto nas mídias sociais por dia foi de 61 minutos (intervalo interquartil [IQR] 30-135 minutos), com uma mediana de 30 visitas por semana aos sites de mídias sociais (IQR 9-57).1

Aproximadamente um quarto dos participantes (26,3%) foram classificados no grupo “alto” para depressão.1

Sintomas de depressão em relação ao uso de mídias sociais

Os participantes que passaram um período maior de tempo diário nos sites de mídias sociais foram mais propensos a ter depressão do que as pessoas que passaram menos tempo (odds ratio ajustada [AOR] 1,66, intervalo de confiança [IC] de 95% 1,14-2,42).1

Além disso, comparado aos participantes do menor quartil de visitas às mídias sociais por semana, o grupo de quartil mais alto também apresentou uma maior taxa de depressão (AOR 2,74, IC 95% 1,86-4,04).1

Todas as associações entre a depressão e as variáveis independentes de mídias sociais apresentaram tendências de dose-resposta fortes e lineares de acordo com as análises de sensibilidade (tempo total por dia, p=0,002; visitas por semana, p<0,001).1

Conclusões

Os resultados dessa amostra representativa indicam forte associação linear entre a depressão e o uso de mídias sociais em jovens adultos nos EUA.1 Contudo, os autores reconheceram que, devido ao desenho transversal do estudo, eles não puderam inferir a direção dessa relação; por exemplo, se as pessoas com depressão são mais propensas a passar mais tempo nos sites de mídias sociais ou se passar mais tempo nas mídias sociais aumenta a probabilidade de desenvolver depressão.1

Os autores sugeriram conduzir estudos longitudinais para decifrar a direção, e também utilizar um diagnóstico clínico de depressão, uma vez que não foi conduzida entrevista de diagnóstico nesse estudo.1 Além disso, futuras pesquisas poderiam avaliar os elementos contextuais do uso de mídias sociais, por exemplo, se os usuários são passivos ou ativamente engajados em discussões, as exposições positivas ou negativas derivadas e o efeito resultante na depressão.1

As mídias sociais podem ser ferramentas valiosas para a identificação de pessoas em risco de depressão e na prestação de mensagens ou intervenções educacionais.1

 

  • Referências

    1.       LIN, LY. et al. Association between social media use and depression among U.S. young adults. Depress Anxiety, 33(4):323–331, 2016.

    2.       GFK KNOWLEDGEPANEL®. KnowledgePanel Design Summary. Disponível em: <http://www.knowledgenetworks.com/knpanel/docs/KnowledgePanel(R)-Design-Summary-Description.pdf>. Acesso em 24 jun. 2017.