Você está deixando o Portal Médico GSK

Você está prestes a deixar o site da GSK. Ao clicar neste link, você será direcionado a um site que não pertence ou é controlado pela GSK. Portanto, a GSK não é responsável por demais conteúdos presentes neste site.

Continuar

Voltar

Estigma e discriminação

O estigma e a discriminação ainda são grandes barreiras na prevenção, tratamento e cuidado em relação ao HIV, sobretudo nos grupos mais vulneráveis à infecção.1,2

A discriminação é o tratamento injusto por algum tipo de ação ou omissão às pessoas vivendo com HIV (PVHIV). Existem algumas situações que podem ilustrar esse tipo de tratamento desigual, ex: quando o/a empregador/a exige a testagem de HIV para ingressar no trabalho, ou então, quando é proibida a matrícula ou admissão em escolas, creches, eventos culturais ou centros esportivos em razão da sorologia. A discriminação contra pessoas vivendo com HIV ou AIDS é crime e deve ser sempre denunciada.1,2

O estigma pode ser entendido como sentimentos e atitudes negativas da sociedade com as PVHIV e populações-chaves, que são o grupo em maior risco da infecção pelo vírus, como os homens que fazem sexo com homens (HSH), profissionais do sexo e transexuais.1,2

Sabendo que a epidemia no Brasil atinge a população em geral, o estigma afeta o controle da transmissão do vírus e o diagnóstico da infecção, ao fazer com que as pessoas tenham receio de, ao procurar informações e se testar, enfrentar o estigma. Além disso, há uma falsa sensação de segurança, de que o não pertencimento à alguma população chave, diminui ou elimina a possibilidade de contaminação, o que faz com que muitos não utilizem preservativos durante a relação sexual.1,2

Foi realizada pela ViiV Healthcare uma pesquisa internacional, em colaboração com um comitê internacional e multidisciplinar, que envolvia médicos, PVHIV e representantes de grupos de pacientes, com o objetivo de compreender as necessidades e desafios de um portador de HIV na sociedade.3,6

Durante a pesquisa foram identificados 5 diferentes tipos de estigma apontados pelos entrevistados:

Além disso, no intuito de aprender e entender as percepções da PVHIV sobre seu diagnóstico, foi questionado como elas se sentem quando abordadas sobre sua soropositividade, e as respostas foram:3,6

A pesquisa também demonstra que, apesar dos esforços para aumentar o acesso ao tratamento universal e a melhora das terapias antirretrovirais nos últimos anos, o estigma e a discriminação ainda são barreiras que prejudicam e enfraquecem o combate ao HIV.3,6

O fato de o HIV ser sexualmente transmissível e por vezes ser, erroneamente, associado a grupos mais vulneráveis, faz com que a revelação do diagnóstico seja uma tarefa delicada e implica na importância de lidar com a reação do paciente. As explicações sobre aspectos biológicos e comportamentais, embora importantes, tornam-se muitas vezes secundárias quando existe a demanda por amparo ao paciente.4,5

Clique aqui para acessar a pesquisa ‘positive perspectives’ na íntegra.

  • Referências

    1. UNAIDS. BRASIL. Estigma e discriminação. Disponível em <http://unaids.org.br/estigma-e-discriminacao/ >. Acesso em 26 out. 2017.

    2. UNAIDS. BRASIL. Pelo fim da discriminação das pessoas que vivem com HIV/AIDS. Disponível em <http://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/Cartilha-pelo-fim-da-discrimina%C3%A7%C3%A3o-das-pessoas-que-vivem-com-hiv.pdf>. Acesso em 26 out. 2017.

    3. VIIV HEALTHCARE. The positive perspectives survey report. Disponível em <https://livlife.com/content/dam/cf-viiv/livlife/master/download/LiVLife_report.pdf>. Acesso em 26 out. 2017.

    4. SÃO PAULO (ESTADO). Programa Estadual De DST/Aids de São Paulo. Diretrizes para a implementação da rede de cuidados em IST/HIV/Aids: manual de assistência. São Paulo: Secretaria do Estado da Saúde, 2017. 417 p. Disponível em: <http://www.saude.sp.gov.br/resources/crt/publicacoes/publicacoes-download/diretrizes_para_implementacao_da_rede_de_cuidados_em_ist_hiv_aids_-_vol_iii_-_manual_de_assistencia.pdf>. Acesso em: 26 out. 2017

    5. INSTITUTO DE MEDICINA SOCIAL E DE CRIMINOLOGIA DE SÃO PAULO. O impacto da comunicação do diagnóstico HIV positivo: a ruptura de campo diante da soropositividade. Disponível em: <http://www.imesc.sp.gov.br/infodrogas/celi6.htm>. Acesso em: 26 out. 2017.

    6. VIIV HEALTHCARE. The positive perspectives survey report. 16th European AIDS Conference, 2017, Milão. Disponível em: <http://www.natap.org/2017/EACS/EACS_02.htm>. Acesso em 26 out. 2017