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Monitoramento Clínico do HIV: Ministério da Saúde apresenta a cascata de cuidado contínuo do HIV

O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI), está aprimorando suas ações programáticas, buscando aceleração e qualificação da resposta brasileira ao HIV.1 O Brasil foi um dos primeiros países da América Latina e Caribe a adotar as metas 90-90-90, incluindo o seu acompanhamento no sistema de monitoramento clínico do HIV.

Em 2019, o Ministério da Saúde lançou o Relatório de Monitoramento Clínico do HIV com os resultados de 2018. Por isso, nesse artigo vamos ressaltar e explicar cinco pontos principais desse documento.1 Confira:

1. Cascatas de cuidado contínuo
 

1.1) Cascatas completas

As cascatas de cuidado têm sido instrumentos para nortear as tomadas de decisão em saúde e políticas sanitárias baseadas em informações qualificadas.1 Estima-se que, ao final de 2018, havia aproximadamente 900 mil PVHIV no país das quais:

Observa-se também que a cobertura de TARV era de 66% (594 mil) e a supressão viral, CV inferior a 1.000 cópias/mL, de 62% (554 mil) entre todos os indivíduos infectados pelo HIV.1 Entre 2012 e 2018, em todas as barras da cascata, houve melhora dos indicadores analisados.1
 

1.2) Metas 90-90-90

Entre 2012 a 2018, a proporção de PVHIV diagnosticadas aumentou 23%, passando de 69% para 85%, respectivamente.1 Houve um aumento de 22% de PVHIV diagnosticadas que estavam em TARV, de 64%, em 2012, para 78%, em 2018.1 Das pessoas em TARV há seis meses, em 2018, 93% delas atingiram a supressão viral, proporção acima de 9% da observada em 2012 (86%).1
 

2. PVHIV em TARV

No final de 2018, havia 593 mil pessoas em terapia antirretroviral.1 Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou que temos mais de 633 mil PVHIV em tratamento no país.2

3. Esquemas de tratamento ao início da TARV

Ao considerar novos tratamentos, é notório que há o crescimento no número de PVHIV iniciando TARV a cada ano.1 Em 2018, 69 mil PVHIV iniciaram TARV.1 Em 2019, mais de 68 mil pessoas iniciaram tratamento com medicamentos antirretrovirais no Brasil.2

Analisando os esquemas adotados para início de terapia antirretroviral, nota-se que a partir de janeiro de 2017, o esquema preferencial passou a ser TDF + 3TC + DTG, tendo sido adotado por 87% das PVHIV em 2018.1 

Em 2018, 198.226 PVHIV estavam em uso de DTG no país, das quais:1

O Brasil foi o primeiro país da América Latina a incorporar o Dolutegravir, que é considerado atualmente o melhor medicamento para tratamento do HIV.4
 

4. Retenção, adesão e perda de seguimento de TARV

É possível observar uma melhora dos indicadores no período analisado, em especial na proporção de adesão suficiente, quando comparada a insuficiente.1 A proporção de perda de seguimento apresenta uma redução discreta.1 Em 2018, 637 mil pessoas tiveram pelo menos uma dispensação, 75% apresentavam adesão suficiente ao final do ano, enquanto que 17% tinham adesão insuficiente e 8% foram consideradas como perda de seguimento.1 Uma avaliação precisa da adesão e dos aspectos associados a esse processo é essencial para o adequado planejamento do cuidado das pessoas com HIV.3
 

5. Desafio de aumentar testagem e diagnóstico para proporcionar qualidade de vida as PVHIV

O aumento do diagnóstico das PVHIV e a ampliação do número de pessoas em tratamento foram os destaques do Relatório de Monitoramento Clínico do HIV de 2019.1 Isso é muito positivo, pois quanto menor a carga viral, menor a possibilidade de transmissão do vírus e mais bem-sucedido será o processo de tratamento do paciente.4

Os resultados apresentados no relatório são fundamentais para mostrar que os esforços alcançados contribuem para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV no país.

Para mais informações, confira na íntegra o relatório do Monitoramento Clínico do HIV 2019: http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2019/relatorio-de-monitoramento-clinico-do-hiv-2019
 

  • Referências

    1.  BRASIL. Ministério da Saúde. Relatório de monitoramento clínico do HIV. Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI). 2019.

     

    2.  BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. "Temos o melhor tratamento de aids do mundo", diz Gerson Pereira. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/temos-o-melhor-tratamento-de-aids-do-mundo-diz-gerson-pereira>. Acesso em: 13 mar. 2020.

     

    3.  GOULART, S. et al. Adesão à terapia antirretroviral em adultos com HIV/AIDS atendidos em um serviço de referência. Rev Min Enferm. 2018;22:e-1127

     

    4.  BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Brasil aumenta diagnóstico e tratamento para o HIV. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/brasil-aumenta-diagnostico-e-tratamento-para-o-hiv-0>. Acesso em: 13 mar. 2020.