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DPOC e Asma: Como o médico pode auxiliar na melhora da adesão ao tratamento?

 

1. Como definir adesão?

- O conceito de adesão refere-se à medida em que o comportamento de um paciente corresponde com as recomendações acordadas com um prescritor. Desta forma, a definição de adesão enfatiza a necessidade de  concordância do paciente com as orientações do médico.¹

2. Por que os pacientes com DPOC e asma podem não estar melhorando?

- A baixa adesão ao tratamento pode levar a um aumento da gravidade da DPOC e da asma.²

- Nessas doenças crônicas, as taxas de adesão são 51% e 55% respectivamente (Figura 1).²

Figura 1:  Taxa de adesão na asma e DPOC. Adaptada da referência 2.

A. Fatores associados à não adesão

- Fatores que contribuem para a não adesão podem ser relacionados ao paciente e sua condição, à terapia, a questões socioeconômicas e ao sistema de saúde (Tabela 1). 2,3,4

3. Quais são os benefícios de uma melhor adesão? 

A. Relação entre adesão e o controle da DPOC e asma

- O principal objetivo da terapia para asma é atingir um bom controle da doença. Isso requer um envolvimento ativo do paciente no seu manejo, além de que o mesmo siga as recomendações fornecidas.3 

- Boa adesão ao tratamento é muito importante para atingir o controle da asma. 3

- A asma pode ser definida como "controlada", quando os sintomas relatados ou o uso de medicação de resgate são ≤ 2 vezes/semana, sem obstrução das vias aéreas, sem limitação da atividade, sem despertares noturnos e sem exacerbações nas últimas 2-4 semanas.5

- Tanto na asma quanto na DPOC, a boa adesão pode resultar em melhores resultados, como: 2,6,7 

- Melhora da qualidade de vida 2,6

- Redução de hospitalização e mortalidade 2,6,7

- Diminuição da gravidade da doença 2

- Redução dos custos com serviços de saúde 6,7

 

4. Papel do médico na melhora da adesão

- A relação médico-paciente influencia na adesão ao tratamento e é mais poderosa do que qualquer outro fator. A comunicação efetiva entre o paciente e o médico é essencial para promover adesão.3,7

- O profissional de saúde deve avaliar regularmente a adesão do paciente à medicação, perguntando aos pacientes sobre quaisquer barreiras à adesão e também verificando a sua adesão com relação a outras intervenções (por exemplo, cessação do tabagismo, etc.). 8

- A abordagem para melhorar a adesão deve ser preferencialmente individualizada, ao invés de uma abordagem única. 9

 - Intervenções educacionais, como fornecer informações sobre a doença para o paciente e sua família, explicar o racional para as recomendações de tratamento e a função das medicações, utilizar um plano de ação escrito e informar a necessidade da adesão ao tratamento, são importantes. 2,3,6 

Outras iniciativas podem incluir a entrega de um material por escrito fornecido pelo médico, sessões educacionais em grupo ou individuais, acompanhamento por telefone, aconselhamento, treinamento de habilidades que possam ser administradas pelos próprios pacientes, etc.2,3,6

- Estratégias comportamentais /Intervenções técnicas como lembretes (ex. cartões ou e-mails automatizados) podem ser consideradas de acordo com a preferência do paciente. 2,3

 As intervenções também envolvem a simplificação do regime de dose (redução da frequência de dose), o uso de inaladores com combinações (minimizando o número de inaladores), etc.2,3,6

A satisfação do paciente com seus inaladores demonstrou melhorar a adesão e os resultados do tratamento.2,10

- Dicas de adesão para comunicar aos pacientes. Algumas das dicas para se comunicar são:

i. Incentivar hábitos regulares relacionados ao tratamento (por exemplo, tomar a medicação diariamente no mesmo horário).3,6

ii. Sugerir as melhores intervenções comportamentais considerando a preferência dos pacientes (ex.: lembretes).2,3

iii. Orientar os pacientes sobre a técnica de inalação.2,3

iv. Motivar os pacientes a participarem de sessões de educação individual ou em grupo, e programas de treinamento de habilidades que eles possam administrar por si mesmos.2,3

v. Fornecer a cada paciente um plano de ação escrito com instruções, de forma que eles possam administrar por si mesmos.3,6

5. Conclusão

- A definição de adesão enfatiza a necessidade de concordância do paciente com as recomendações do prescritor.1

- A baixa adesão está relacionada ao aumento da gravidade da doença na DPOC e asma, sendo que as taxas de adesão nessas doenças são 51% e 55%, respectivamente.2

- Fatores que contribuem para a não adesão podem incluir fatores relacionados ao paciente e a sua condição, fatores relativos à terapia e questões socioeconômicas e fatores relacionados ao sistema de saúde.2,3,4

- A boa adesão ao tratamento é muito importante para conseguir o controle da asma.5

- A boa adesão, tanto na asma quanto na DPOC, pode resultar em melhores resultados, como melhora da qualidade de vida, diminuição da gravidade da doença, diminuição das hospitalizações e mortalidade e diminuição dos custos de saúde.2,6,7

- A relação médico-paciente influencia na adesão ao tratamento e é mais poderosa do que qualquer outro fator.3

- As estratégias para aumentar a adesão incluem abordagens educacionais, comportamentais e técnicas. 2,3,6

Resumo dos pontos chave a serem lembrados

- Estabelecer uma boa relação com o paciente.3,7

- Providenciar racional para as recomendações de tratamento e enfatizar a adesão ao mesmo.3

- Simplificar o regime de tratamento.2,3

- Demonstrar a técnica de inalação adequada. 2,3

- Fornecer um plano de ação por escrito a cada paciente.3,6

- Reduzir a frequência de dose, conforme necessário. 2,3,6

Referências

1. Horne, R. et al. Concordance, adherence and compliance in medicine taking. Report for the National Co-ordinating Centre for NHS Service Delivery and Organisation R & D (NCCSDO).

2. Yawn, BP. Pulmonary Practice Pearls for Primary Care Physicians 9-part eNewsletter series. J Fam Pract., 1(9), 2016. 

3. Boulet, LP. et al. Adherence: The Goal to Control Asthma. Clin Chest Med. 33(3):405-17, 2012.

4. World Health Organization (WHO). Adherence to long term therapies—evidence for action. WHO Adherence to Long Term Therapies Project. Global Adherence Interdisciplinary Network. 2003.

5. Braido F. Failure in Asthma Control: Reasons and Consequences. Scientifica., 2013:549252, 2013.

6. Bourbeau, J. et al. Patient adherence in COPD. Thorax, 63(9):831-8, 2008. 

7. Bender, BG. Medication non-adherence and asthma treatment cost. Curr Opin Allergy Clin Immunol, 4:191–195, 2004.

8. Global Initiative for Asthma (GINA). Global strategy for asthma management and prevention.Chapter 3. Treating asthma to control symptoms and minimize risk. 2016.

9. Horne, R. et al. Can asthma control be improved by understanding the patient's perspective? BMC Pulmonary Medicine, 7:8, 2007.

10. Mäkelä, MJ. et al. Adherence to inhaled therapies, health outcomes and costs in patients with asthma and COPD. Respir Med., 107(10):1481-90, 2013.

11. AnoroTM Ellipta® (brometo de umeclidínio/trifenatato de vilanterol). Bula do produto.

 

AnoroTM e Ellipta® são marcas comerciais do grupo de empresas GSK.
AnoroTM Ellipta® foi desenvolvido em colaboração com a Innoviva Inc.

*AnoroTM Ellipta® é indicado para pacientes com DPOC sintomáticos.11