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Asma grave pode ter alta mortalidade e requer atenção no diagnóstico

Doença mata cinco pessoas por dia no País e forma grave provoca aumento de crises e 20 vezes mais hospitalizações

Quem já presenciou uma crise de asma sabe o quanto é importante contar com o medicamento certo para controlá-la rapidamente. Quando o paciente tem a forma grave da doença, o rápido atendimento e tratamento podem ser a diferença entre a vida e a morte. “Nesses casos, o paciente precisa ir com muito mais frequência ao hospital e o organismo não responde tão bem aos medicamentos usados nos casos mais leves”, explica o pneumologista Roberto Stirbulov, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Cerca de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem de asma, 20 milhões só no Brasil. Desse total, estima-se que entre Aumento do risco de futuras crises e mortalidade Perda de função pulmonar Sintomas diários Aumento do uso de medicamentos de controle Hospitalizações 5 e 10% dos pacientes apresentem a forma mais grave da doença, que impacta significativamente a qualidade de vida dos pacientes, levando a mais internações. Além dos prejuízos para o paciente, a asma grave consome recursos significativos dos sistemas de saúde público e privado. Como ela gera 20 vezes mais internações e 15 vezes mais visitas à emergência, seu custo chega a ser cinco vezes maior do que o seu tipo mais brando. “Sem o tratamento adequado, a asma pode matar”, afirma Stirbulov.

Causada por fatores genéticos, a asma produz um processo inflamatórionas vias aéreas, desencadeando a obstrução dos brônquios, os tubos que levam o ar para dentro dos pulmões. Esse quadro provoca sintomas como falta de ar, chiado no peito e tosse intensa durante crises ou exacerbações, que costumam ser provocados por fatores como mofo, pó, pelos de animais, mudanças bruscas de temperatura, fumo, mesmo que passivo, e fatores emocionais, entre outros. Na forma grave, são necessários mais medicamentos para evitar e controlar as temidas crises, que são, em média, cinco vezes mais frequentes e têm seis vezes mais chances de voltar depois de três meses do que a asma leve.

Com o objetivo de evitar esse quadro e melhorar a qualidade de vida do paciente, a ciência tem investido pesado em novas formas de controlar a doença. Exemplo disso são os tratamentos biológicos de última geração que diminuem a reação inflamatória causada pela asma. Estudos clínicos mostram que estas terapias foram capazes de reduzir em 50% o uso de corticoides orais, medicamentos que costumam ser receitados no tratamento da doença e que também são conhecidos pelos seus efeitos colaterais, como inchaço do corpo, elevação do risco de pressão alta e diabetes em pessoas com tendência a esses problemas. Essas inovações também poderiam diminuir em cerca de 60% as internações e visitas à emergência causadas pelos episódios de crise. Com isso, os custos ao sistema de  saúde também tendem a cair.

Diagnosticar corretamente a gravidade da doença é muito importante para que o médico indique o melhor tratamento. Além de optar pela terapia correta recomendada pelo especialista, é essencial que o paciente tenha adesão ao tratamento mesmo quando os sintomas não estão presentes. Isso porque a asma é um problema crônico, ou seja, sem cura, e precisa ser tratada por toda a vida. Mesmo quando estão se sentindo bem, os pacientes precisam se cuidar para evitar novas crises e, com elas, as suas complicações. “Além disso, se a pessoa não faz o tratamento da maneira adequada, o quadro acaba se tornando grave tempos depois”, alerta o pneumologista Roberto Stirbulov.
 

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