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Doença Meningocócica

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Saiba mais a respeito da doença meningocócia

ROYAL STOCK PHOTO. Neisseria meningitidis or meningococcus is a bacterium that can cause meningitis and other forms of meningococcal disease. ID: 285504566. In: SHUTTERSTOCK. Disponível em: < http://www.shutterstock.com/pic.mhtml?id=285504566&src=id>. Acesso em 22 fev. 2016.

   Embora fosse conhecida desde a antiguidade, a doença meningocócica só foi estudada pela primeira vez em 1806 pelo suíço Gaspard Vieusseux, durante um surto em Genebra. A bactéria responsável pela doença foi identificada quase oitenta anos depois, em 1884, por Marchiafava e Celli, na Itália. Em 1887, ela foi cultivada em laboratório e denominada Neisseria meningitidis por Anton Weichselbaum1.

WELLCOME IMAGES. Portrait of Andrew Wichselbaum. In: WIKIPEDIA COMMONS. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Portrait_of_Anton_Meichselbaum_Wellcome_M0012789.jpg>. Acesso em: 26 fev. 2016

   Segundo a bacteriologista Sara E. Branham2, do National Microbiological Institutes of Health, dos Estados Unidos, o primeiro a reportar as diferenças sorológicas entre os meningococos foi Dopter, em 1909. Ele encontrou algumas variedades nasofaríngeas que denominou parameningococos. Em 1914, Dopter e Pauron subdividiram essas variedades em parameningococos alfa, beta e gama2.

TAYLOR, V. Sara Elizabeth Branham, injecting a chick. In: WIKIPEDIA COMMONS. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sara-Branham-1955.jpg?uselang=pt-br>. Acesso em 26 fev. 2016

    Durante a Primeira Guerra Mundial as pesquisas sobre a classificação da N. meningitidis foram intensificadas. Em 1915, os britânicos Gordon e Murray subdividiram os meningococos em tipos I, II, III e IV, mas outros pesquisadores britânicos discordavam dessa classificação, admitindo apenas dois grandes grupos. Na França, Nicolle, Debains e Jouan classificaram os meningococos em quatro tipos, A, B, C e D. Ao analisar variedades obtidas com pesquisadores britânicos, descobriram que o tipo A correspondia aos tipos I e III da classificação de Gordon e Murray, entre outras correspondências2.

    Em uma monografia publicada em 1929, Murray sugeriu que as classificações dos meningococos poderiam estar relacionadas. Ele listou todas as designações sorológicas da época e defendeu a criação de uma nomenclatura única, para evitar confusões. Murray propunha a divisão dos meningococos em quatro grupos, A, B, C e D, e em cada um deles os tipos designados por números romanos. Entre 1928 e 1941, período em que ocorreram duas epidemias, Branham e colaboradores estudaram mais de mil variedades de meningococos encontradas nos Estados Unidos, e concluíram que os tipos I e III deveriam ser unificados2.

    Em 1931, Rake apontou a existência de cápsulas na célula bacteriana e sua associação com um polissacarídeo. Ele também descreveu outros três tipos de meningococos: tipo V, relacionado ao grupo I; e tipos VI e VII, relacionados ao grupo II. A confusão na nomenclatura persistia. Nos Estados Unidos, uma epidemia entre 1935 e 1937 revelou um grupo não conhecido de meningococos, que pertenceriam ao grupo II, posteriormente subdividido por Branham em grupos alfa, beta e gama2.

    Em 1948, a Associação Internacional dos Microbiologistas criou uma comissão para unificar a nomenclatura da Neisseria. Dois anos depois, no Quinto Congresso Internacional de Microbiologia, no Rio de Janeiro, o comitê propôs a classificação dos meningococos em quatro grupos, A, B, C e D, e divulgou uma tabela que relacionava as várias classificações2. Em 19543, o Subcomitê da Família Neisseriaceae recomendou que a bactéria N. meningitidis fosse classificada em grupos sorológicos A, B, C e D, de acordo com as descobertas de Branham. Em 1961, Slaterus descreveu três novos sorogrupos, X, Y e Z, e mais tarde o quarto, Z3. Em 1968, Evans e colaboradores propuseram mais três sorogrupos, identificados como Bo, 29E e 135, este depois rebatizado de W135. Em 1983, o sorogrupo L foi apresentado por Ashton3 e colaboradores no Canadá. Atualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)4, há 12 sorogrupos de N. meningitidis, e seis deles, A, B, C, W, X e Y, são os que podem provocar epidemias.

     A tabela5, adaptada da diretora do National Center for Immunization and Respiratory Diseases, dos Estados Unidos, Nancy Messonnier, relaciona aspectos importantes sobre estes sorogrupos:

  • Referências bibliográficas

    [1]. SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA. Meningite e Doença Meningocócica (DM). Disponível em: <http://www.infectologia.org.br/meningite-e-doenca-meningococica-dm/>. Acesso em: 11 fev 2016.

    [2]. BRANHAM, SE. Serological Relationships Among Meningococci. Bacteriol Rev 17 (3): 175-88, 1953.

    [3]. ASHTON, FE. et al. A new serogroup (L) of Neisseria meningitidis. J Clin Microbiol 17 (5): 722-7, 1983.

    [4]. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Meningococcal meningitis. Disponível em: <http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs141/en/>. Acesso em: 12 fev 2016.

    [5]. MESSONNIER N. Epidemiology of Meningococcal Disease. In: WORLD HEALTH ORGANISATION. Disponível em <http://who.int/immunization/sage/SAGE_April_2011_meningitis_Messonnier.pdf>. Acesso em: 23 fev. 2016.