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Clinical Characteristics of Children with Coronavirus Disease 2019 in Hubei, China.


Resumo

Desde os primeiros casos da pneumonia por coronavírus (COVID-19) registrados em novembro de 2019 pouco se sabe a respeito de pacientes pediátricos. Zheng e colaboradores publicaram no periódico Current Medical Science um estudo retrospectivo envolvendo 25 crianças com diagnóstico positivo para COVID-19 internadas em 10 hospitais da região metropolitana de Wuhan na China. Entre os achados:

  • Os sintomas mais comuns foram febre em 13 pacientes (52%) e tosse seca em 11 (44%).
  • Tomografias de tórax mostraram pulmões normais em 8 casos (33,3%), acometimento unilateral em 5 casos (20,8%) e bilateral em 11 (45,8%).
  • Quinze pacientes (60%), tiveram apresentação clínica como pneumonia leve.
  • Dois casos (8%) mais críticos, ambos em menores de 3 anos, foram submetidos ventilação mecânica invasiva e administração de corticosteróides e imunoglobulina.

Em conclusão, crianças apresentam suscetibilidade ao COVID-19 semelhante aos adultos, mas com evolução clínica e resultados mais favoráveis. Contudo, pacientes com 3 anos ou menos necessitam atenção especial visto que a maior parte dos casos, incluindo os dois casos mais graves, estão concentrados nessa faixa etária.

  • Referências

    1.  Zheng, F. et al. Clinical Characteristics of Children with Coronavirus Disease 2019 in Hubei, China. Curr Med Sci. 2020 Mar 24. doi: 10.1007/s11596-020-2172-6

Para ter acesso ao artigo na íntegra, acesse:
https://link.springer.com/content/pdf/10.1007/s11596-020-2172-6.pdf

COMORBIDITY AND ITS IMPACT ON 1,590 PATIENTS WITH COVID-19 IN CHINA: A NATIONWIDE ANALYSIS.


Resumo

Estudo retrospectivo publicado no periódico BMJ por Wei-jie Guan e colaboradores teve como principal objetivo avaliar a presença comorbidades nos pacientes internados com COVID-19, e sua relevância no desfecho clínico destes pacientes. O estudo envolveu 575 hospitais em 31 províncias da China e foram analisados dados de prontuários de 1.590 pacientes com diagnóstico confirmado de COVID-19 com média de idade de 48.9 anos. Os principais resultados foram:

  • Sintomas mais comuns foram febre (88,0%), tosse seca (70,2%), fadiga (42,8%) e tosse produtiva (36.0%).
  • Dezesseis por cento dos pacientes apresentaram a forma grave da doença.
  • Comorbidades foram reportadas em 399 (25,1%), dentro destes 130 (8,2%) tinham mais de uma comorbidade.
  • A frequência da forma mais grave foi maior em pacientes com comorbidades (32,8% vs 10,3%), com mais dispneia (41,4% vs 17,8%) e mais alterações em tomografia de tórax (29,2% vs 15,1%).
  • Com ajuste de idade pacientes com DPOC, diabetes, hipertensão e/ou malignidade apresentam maiores chances de internação em UTI, ventilação invasiva ou morte.

Os autores concluíram que a presença de comorbidades pode predispor a um pior desfecho clínico, sendo um dado valioso para estratificar risco na admissão hospitalar desses pacientes.

  • Referências

    1.  Wei-jie Guan .et al. Comorbidity and its impact on 1,590 patients with COVID-19 in China: A Nationwide Analysis. MedRxiv 2020