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HYDROXYCHLOROQUINE OR CHLOROQUINE WITH OR WITHOUT A MACROLIDE FOR TREATMENT OF COVID-19: A MULTINATIONAL REGISTRY ANALYSIS

Autores:

Mehra MR1, Desai SS2, Ruschitzka F3, Patel AN4.

Procedência:

1. Brigham and Women’s Hospital Heart, Centro Vascular e Escola Médica de Harvard, Boston, MA, USA; 

2. Corporação Surgisphere, Chicago, IL, USA (S S Desai MD); 

3. Universidade Heart Center, Universidade Hospital Zurich, Zurich, Switzerland; 

4. Departamento de Engenharia Biomédica, Universidade de Utah, Salt Lake City, UT, USA. 

 


Resumo

Trata-se de ensaio clínico randomizado (ECR) que avalia evidências de vida real relacionadas ao efeito da cloroquina ou hidroxicloroquina (associadas ou não a macrolídeo) no tratamento da COVID-19 (coronavirus disease 2019). Os autores suíço-americanos justificam a realização desta análise sobre o tema baseados na ausência de ECR, delineamento considerado padrão-ouro para avaliação de intervenções.

Seguem os principais resultados e considerações:

  • Trata-se de uma experiência de vida real, incluindo 96.032 pacientes (média de idade de 53,8 anos, 46,3% de mulheres), internados para tratamento da COVID-19 em hospitais localizados nos 6 continentes do mundo;
  • Os grupos foram divididos em quatro acrescidos de grupo controle (não recebeu medicação). Após ajustes para fatores de confusão, os resultados foram:
a- Apenas cloroquina: mortalidade de 18% (HR= 1,335 e IC de 95% 1,223 a 1,457);
b- Cloroquina + macrolídeo: mortalidade de 23,8% (HR= 1,447 e IC de 95% 1,368 a 1,531);
c- Apenas hidroxicloroquina: mortalidade de 16,4% (HR= 1,365 e IC de 95% 1,218 a 1,531);
d- Hidroxicloroquina + macrolídeo: mortalidade de 22,2% (HR= 1,368 e IC de 95%  1,273 a 1,469);
e- Grupo controle: mortalidade 9,3%.
  • Conclui-se também que, acrescido de macrolídeo ou não, o uso de cloroquina/hidroxicloroquina foi associado a um risco aumentado para ocorrência de arritmias ventriculares, consideradas pelos autores como clinicamente significativas.

O resultado deste estudo acrescenta, respeitando-se o nível de evidência científica possível com o delineamento adotado, uma posição contrária ao uso da hidroxicloroquina ou cloroquina (associada ou não a macrolídeo) no tratamento da COVID-19.

  • Refêrencias

    1.  Mehra MR, et al. Hydroxychloroquine or Chloroquine with or without a macrolide for treatment of Covid-19: A Multinational Registry Analysis. The lancet. 2020 May 22. doi.10.1016/S0140-6736(20)31180-6

     

Para ter acesso ao artigo na íntegra, acesse:
https://www.thelancet.com/action/showPdf?pii=S0140-6736%2820%2931180-6

PRACTICAL CONSIDERATIONS FOR THE DIAGNOSIS AND TREATMENT OF FIBROTIC INTERSTITIAL LUNG DISEASE DURING THE COVID-19 PANDEMIC

Autores:

Wong AW1, Fidler L2, Marcoux V3, et al*.

Procedência:

1. Departamento de Medicina, Universidade de British Columbia, Vancouver, BC, Canada; Centro Heart Lung Innovation, Hospital St. Paul’s, Vancouver, BC, Canada;

2. Centro Ciências de Saúde Sunnybrook; Departamento de Medicina, Universidade de Toronto, Toronto, ON, Canada;

3. Departamento de Medicina, Universidade de Saskatchewan, Saskatoon, SK, Canada;

* Os demais autores também estão associados a universidades canadenses em Toronto, Calgary, Montreal e Hamilton.


Resumo

Este artigo de revisão aborda temas práticos relacionados ao manejo de pacientes com Doença Pulmonar Intersticial (DPI) durante a pandemia da COVID-19 (coronavirus disease 2019).

Seguem as principais considerações:

  • Diagnóstico: Exames laboratoriais devem ser realizados em horários agendados; testes de função pulmonar devem ser limitados e incluir apenas os componentes necessários (ex. espirometria ou capacidade de difusão do monóxido de carbono); Biópsias ou testes mais invasivos devem ser evitados, principalmente quando a probabilidade diagnóstica for alta (>90%).
  • Tratamento: Na ausência de dados robustos quanto ao uso de imunossupressores durante a pandemia, iniciar terapêutica para pacientes com DPI em progressão, preferindo poupadores de corticoide. Em relação ao uso de antifibróticos, não há evidências de seu impacto no risco ou gravidade da COVID-19, no entanto, alguns de seus efeitos adversos podem trazer confusão diagnóstica com sintomas da doença, como diarréia, perda de apetite e fadiga.
  • Medidas não farmacológicas: Exercícios físicos e reabilitação pulmonar, programas de cessação do tabagismo e orientações médicas e multidisciplinares deverão ser mantidas de forma virtual.
  • Transplantes pulmonares: Devido à complexidade de procedimentos pré e pós-operatórios, dificilmente serão realizados durante a pandemia.
  • COVID-19 em pacientes com DPI: Em pacientes com DPI e diagnóstico de COVID-19, recomenda-se descontinuar imunossupressores durante a infecção e ter cautela no uso de corticoide sistêmico. A  ventilação mecânica (VM) pode não ser apropriada, principalmente quando os recursos são limitados e o transplante de pulmão não é uma opção.
A COVID-19 impactou os pacientes com DPI alterando o acesso a medicamentos e reduzindo, por exemplo, o acesso ao transplante de pulmão. No entanto, a pandemia trouxe oportunidades de aprimoramento de abordagens anteriores, como a adoção de cuidados virtuais.
 
  • Referências

    1.  Wong AW, et al. Practical Considerations for the Diagnosis and Treatment of Fibrotic Interstitial Lungdisease During the Covid-19 Pandemic. CHEST. 2020 Apr 22. doi:10.1016/j.chest.2020.04.019

Para ter acesso ao artigo na íntegra, acesse:

https://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(20)30756-X/pdf