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COVID-19 AND ITS IMPLICATIONS FOR THROMBOSIS AND ANTICOAGULATION

 

Autores:

Connors JM1, Levy JH2

Procedência:

1. Escola de Medicina de Harvard, Estados Unidos;

2. Universidade Duke Escola de Medicina, Estados Unidos.


Resumo

    No presente artigo, os autores revisam dados oriundos principalmente da província de Wuhan, na China, referentes às anormalidades da coagulação que ocorrem em associação com a COVID-19 (coronavirus disease 2019) e tecem sugestões para o manejo de questões clínicas que tendem a surgir em decorrência destas anormalidades. Os autores também analisam dados publicados que relacionam inflamação com alterações da coagulação, acometimento endotelial associado à COVID-19 e dados atualmente disponíveis para orientar questões relativas ao manejo da coagulação no contexto da doença.

As principais assertivas relatadas no artigo são:

  • A coagulopatia se manifesta nas fases iniciais da infecção com aumento de fibrinogênio e singular e mínimas alterações no TP, TTPa e contagem de plaquetas.
  • A coagulopatia parece estar mais relacionada à gravidade do quadro clínico e consequente tromboinflamação do que à uma atividade viral intrínseca.
  • Dosagem elevada de D-dímero no momento da admissão está relacionada ao aumento da mortalidade em pacientes com COVID-19.
  • Elevação progressiva dos níveis de D-dímeros após hospitalização precede a falência múltipla de orgãos e coagulação intravascular disseminada (CIVD) francamente manifesta.
  • A despeito da coagulopatia, sangramentos são incomuns.
  • Os autores recomendam realização de testes de coagulação e anticoagulação profilática em todos os pacientes que tenham indicação de hospitalização.
  • Dr. Jean Connors recomenda tromboprofilaxia com dose aumentada em pacientes admitidos em terapia intensiva.
  • Anticoagulação plena está indicada somente em casos de tromboembolismo venoso confirmado ou forte suspeita de embolia pulmonar sem possibilidade de confirmação diagnóstica.

    Os autores concluem que um esforço a nível global deve ser realizado para que, à  medida que o conhecimento sobre a fisiopatologia da COVID-19 evolui, mudanças no manejo prático dos pacientes também ocorram.

  • Refêrencias

    1.  CONNORS, JM. Et al. Covid-19 and Its Implications for Thrombosis and Anticoagulation. Blood. 2020 Apr 27. doi:10.1182/blood.2020006000

Para ter acesso ao artigo na íntegra, acesse:
https://bit.ly/COVID19implicationforthrombosisandanticoagulation

DIABETES AND COVID-19: EVIDENCE, CURRENT STATUS AND UNANSWERED RESEARCH QUESTIONS

 

Autores:

Gupta R.1, Hussain A2,3., Misra A1,3.

Procedência:

1. Fortis CDOC Hospital, Chirag Enclave, New Delhi, India;

2. Chronic Disease—Diabetes, NORD University, Stjørdal, Norway) and (Medicine, Federal University of Ceara (UFC), Ceara, Brazil;

3. National Diabetes, Obesity and Cholesterol Foundation, New Delhi, India) and (Diabetes Foundation (India), New Delhi, India).


Resumo

    Este artigo de revisão aborda recentes evidências e questões que permanecem controversas em relação a pacientes com diabetes mellitus que adquiriram a COVID-19 (coronavirus disease 2019).

Seguem as principais considerações:

  • O diabetes é uma comorbidade frequente em pacientes com COVID-19. Esses pacientes tendem a apresentar pior prognóstico e elevada mortalidade. Comorbidades pré-existentes associadas a doença, como hipertensão arterial sistêmica, doença arterial coronariana e doença renal crônica, pioram ainda mais o prognóstico.
  • Ainda não está claro como o diabetes aumenta a gravidade da COVID-19. No entanto, alguns dos seguintes fatores podem ser responsáveis:
    • O controle glicêmico deficiente prejudica vários aspectos da resposta imune inata e adaptativa às infecções virais e à potencial infecção bacteriana secundária nos pulmões [1,2].
    • Falhas na imunidade, como ação inadequada das células T, redução da atividade das células natural killers (NK) e falhas na ação do sistema complemento, podem reduzir o clearance viral [3]. 
    • O estado pró-inflamatório pré-existente pode acentuar a tempestade de citocinas, que acredita-se ser responsável pela síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), bem como pela disfunção de múltiplos órgãos na COVID-19 [4]. 
    • Existe uma forte associação entre diabetes tipo 2, obesidade e secreção anormal de adipocinas e citocinas como TNF-alfa e interferon, que podem prejudicar ainda mais a imunidade e predispor a infecções graves [5].
    • O aumento dos níveis de plasminogênio, possivelmente está associado ao aumento da virulência do SARS CoV-2 (severe acute respiratory syndrome coronavirus 2) [6].
  • Em relação ao tratamento do diabetes em pacientes com a COVID-19:

    • Parece seguro continuar com os anti-hiperglicêmicos orais usuais na maioria dos pacientes com infecção leve, boas condições gerais e ingestão oral normal.
    • Inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2) podem precisar ser descontinuados devido ao risco de desidratação e cetoacidose euglicêmica. A metformina também pode ser descontinuada se houver vômito ou ingestão oral insuficiente.
  • Doses de outros medicamentos anti-hiperglicêmicos, como sulfonilureias e insulina, podem ser alteradas dependendo dos níveis de glicose no sangue. Pacientes hospitalizados, especialmente aqueles que necessitam de tratamento intensivo, precisariam de insulina para melhor controle glicêmico.

 

 
  • Referências bibliográficas:

    1.  Carey IM, Critchley JA, DeWilde S, Harris T, Hosking FJ, Cook DG. Glycemic control and risk of infections among people with type 1 or type 2 diabetes in a large primary care cohort study. Diabetes Care 2018;41:513–21.

    2.  Ferlita S, Yegiazaryan A, Noori N, Lal G, Nguyen T, To K, et al. Type 2 diabetes mellitus and altered immune system leading to susceptibility to pathogens, especially mycobacterium tuberculosis. J Clin Med. 2019;8:2219.

    3.  Nyambuya TM, Dludla PV, Mxinwa V, Nkambule BB. T-cell activation and cardiovascular risk in adults with type 2 diabetes mellitus: A systematic review and meta-analysis. Clin Immunol. 2020;210:108313.

    4.  Maddaloni E, Buzzetti R. Covid-19 and diabetes mellitus: unveiling the interaction of two pandemics. Diabetes Metab Res Rev. 2020:e33213321.

    5.  Huttunen R, Syrjänen J. Obesity and the risk and outcome of infection. Int J Obes. 2013;37:333–40.

    6.  Ji HL, Zhao R, Matalon S, Matthay MA. Elevated Plasmin(ogen) as a common risk factor for COVID-19 susceptibility. Physiol Rev. 2020;100:1065–75.

    

  • Referência:

    1.  Gupta R, et al. Diabetes and Covid-19: Evidence, Current Status and Unanswered Research Questions. Eur J Clin Nutr. 2020 May 13. doi.10.1038/s41430-020-0652-

Para ter acesso ao artigo na íntegra, acesse:

https://www.nature.com/articles/s41430-020-0652-1.pdf