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Likelihood of Survival of Coronavirus Disease 2019.


Resumo

Esse artigo discorre a respeito da importância dos dados sobre a taxa de mortalidade na determinação da probabilidade de sobrevivência à COVID-19 (coronavirus disease 2019), bem como sobre as medidas adotadas para o combate a esta doença. Os autores destacam as seguintes considerações:

  • A taxa de mortalidade de uma doença infecciosa mede a proporção de todos os indivíduos diagnosticados com uma doença que irão morrer desta doença. Para uma doença infecciosa emergente, essa razão é um indicador muito importante, não apenas da gravidade da doença, mas também da sua significância como um problema de saúde pública.
  • Estimar a taxa de mortalidade em tempo real para a COVID-19 durante a epidemia é uma tarefa muito desafiadora. Todavia, essa razão é parte importante dos dados que irão ajudar a definir as respostas de várias autoridades de saúde pública e governamentais ao redor do mundo.
  • As estimativas atuais da taxa de mortalidade pela COVID-19 variam dependendo dos conjuntos de dados e períodos examinados. Também podem variar de país para país devido às diferenças nas políticas de prevenção, controle e mitigação implementadas.
  • A taxa de mortalidade por COVID-19 é 33 vezes maior que a da influenza sazonal em pessoas jovens na faixa etária de 20 a 29 anos.
  • Na ausência de comorbidades, pessoas com COVID-19 com idade de 60 anos ou mais possuem aproximadamente 95% de chance de sobrevivência. Entretanto, essa taxa de sobrevivência diminui consideravelmente na presença de comorbidades.

O autor conclui que a estratégia de implementação de detecção, diagnóstico, isolamento e tratamento precoces parece útil, não apenas para o controle da disseminação da doença, como também para a diminuição da taxa de mortalidade.

  • Referências

    1.  SHIGUI R. Likelihood of Survival of Coronavirus Disease 2019. Lancet Infect Dis. 2020 Mar 30. doi: 10.1016/S1473-3099(20)30257-7

Para ter acesso ao artigo na íntegra, acesse:
https://www.thelancet.com/action/showPdf?pii=S1473-3099%2820%2930257-7

COVID-19: Knowns, Unknowns, and Questions.


Resumo

Os autores destacam algumas questões a respeito do vírus SARS-CoV-2 (severe acute respiratory syndrome coronavirus 2), o que já aprendemos e o que ainda temos que aprender, apontando para os direcionamentos de pesquisa e busca do conhecimento.

  • Qual a razão do tropismo do SARS-COV-2 pelo aparelho respiratório? Ao nível de nucleotídeos, o SARS-CoV-2 guarda aproximadamente, 80% de semelhança com o SARS-CoV, ambos utilizando como proteína de ligação o ACE2 (Angiotensin-converting enzyme 2), a qual está presente de forma abundante na superfície dos pneumócitos, o que explica seu tropismo pelo pulmão. Essa característica também explica o alto grau de transmissibilidade por gotículas advindas do aparelho respiratório.
  • Qual animal é o hospedeiro intermediário/reservatório? Considera-se fortemente que o morcego é o reservatório natural do SARS-CoV-2. Enquanto que os animais civetas da palmeira e camelo foram definidos como hospedeiros intermediários da SARS-CoV e MERS-CoV, respectivamente, provavelmente  o pangolim é o hospedeiro intermediário do SARS-CoV-2. Esse conhecimento tem grande importância no desenvolvimento de vacinas.
  • Qual o número real de casos leves, transmissores assintomáticos e letalidade? Sugere-se que o número real de casos seja 10 vezes superior ao que tem sido reportado, o que eleva substancialmente o número de transmissores assintomáticos. A letalidade média reportada varia de 2 a 4%.
  • Quais comorbidades estão associadas aos casos graves e como isso afeta a patogênese? Doenças pulmonares, cardiovasculares e diabetes associadas à idade avançada são relatadas como os fatores mais frequentes relacionados à mortalidade. A patogênese real desses fatores ainda está sob investigação.
  • A disseminação do SARS-CoV-2 pode ser contida? O vírus vai persistir na população humana? Sabe-se que 4 a cada 7 coronavírus humanos são endêmicos no mundo e causam síndromes gripais comuns. O SARS-CoV não se tornou endêmico. Embora não esteja definida a sazonalidade do SARS-CoV-2, sugere-se, sem conclusão definitiva, que o SARS-CoV-2 será contido e terá comportamento endêmico como doença de inverno, tendo em vista os relatos da China.
  • O desenvolvimento de vacinas é factível? Diversos centros de pesquisa estão na busca por vacinas, incluindo vacinas com nano partículas. Não foram criadas vacinas contra SARS-CoV (pois este não se tornou endêmico) e MERS-CoV (devido à pequena transmissibilidade humano-humano).
  • Porque a transmissibilidade do SARS-CoV-2 parece ser maior e mais rápida do que o SARS-CoV? Essa questão ainda não está resolvida. Há a necessidade de verificação se sítios de clivagem proteolítica, como um sítio furin na proteína spike do SARS-CoV-2, podem influenciar na alta transmissibilidade do vírus. Este dado pode ajudar a estabelecer o potencial pandêmico de outros coronavírus cujo hospedeiro é o morcego.

Há muitas dúvidas a serem esclarecidas em relação à virologia, epidemiologia e patogenia do SARS-CoV-2. Perguntas sobre como o vírus surgiu, como se dissemina e como se manifesta ainda necessitam de respostas definitivas e possuem ligação direta com o crescimento global da pandemia. A grande pergunta a ser respondida é se teremos uma vacina ou uma estratégia de tratamento a curto e médio prazo.

  • Referências

    1.  WESTON S. COVID-19: Knowns, Unknowns, and Questions. Frieman MBmSphere. American Society for Microbiology Journals. 2020 Mar 18;5(2). doi: 10.1128/mSphere.00203-20

Para ter acesso ao artigo na íntegra, acesse:
https://msphere.asm.org/content/msph/5/2/e00203-20.full.pdf