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HIGH INCIDENCE OF VENOUS THROMBOEMBOLIC EVENTS IN ANTICOAGULATED SEVERE COVID-19 PATIENTS


Resumo

O artigo tem por objetivo avaliar, de forma sistemática e por meio de ultrassom doppler completo, a incidência de tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes com COVID-19 (coronavirus disease 2019) grave, internados em UTI.

Métodos:

  • Estudo retrospectivo em duas UTIs francesas.
  • Entre os dias 1 e 3 após admissão na UTI, os pacientes foram submetidos a ultrassom doppler venoso de membros inferiores.
  • Em pacientes sem TEV no primeiro ultrassom, um novo US foi realizado no 7º dia de internação.
  • Angiotomografia de tórax ou ecocardiografia transesofágica para pesquisa de TEP foram realizadas nos pacientes com insuficiência respiratória persistente, ou secundária.
  • Anticoagulação foi deixada a critério do médico assistente, com base no risco individual de trombose. Os pacientes foram classificados como tratados com anticoagulação profilática ou com anticoagulação terapêutica.

Resultados:

  • Foram avaliados 26 pacientes com mediana de 68 anos, 77% do sexo masculino, mediana de IMC de 30,2Kg/m², 85% de hipertensos, 27% já usavam anticoagulação antes da internação. Todos os pacientes foram submetidos a ventilação mecânica, com posicionamento prono em 62%.
  • Medianas de D-dímero 1,750 ng/mL e fibrinogênio 7 g/L.
  • Tratamento com anticoagulação:
    • Profilática: 31% dos pacientes (n = 8).
    • Terapêutica: 69% dos pacientes (n = 18).
  • Incidência geral de TEV periférico: 69% (n= 18).
    • Grupo anticoagulação profilática: 100% (n= 8).
    • Grupo anticoagulação terapêutica: 56% (n= 10).
  • Incidência de embolia pulmonar: 23% (n= 6), sendo que todos ocorreram nos pacientes com anticoagulação terapêutica.
  • A mortalidade geral foi de 12%.

Interpretações:

  • Há alta incidência de TEV e TEP em pacientes com COVID-19 graves e internados em UTI. Mesmo em pacientes com anticoagulação terapêutica, essa incidência segue elevada.
  • Esses achados reforçam o alto risco de fenômenos tromboembólicos em pacientes com COVID-19 e a necessidade de triagem e monitorização de rotina para TEV em pacientes internados em UTI.
  • Refêrencias

    1.  LLITJOS, JF. et al. High Incidence of Venous Thromboembolic Events in Anticoagulated Severe Covid-19 Patients J Thromb Haemost. 2020 Apr 22. doi: 10.1111/jth.14869.

COVID-19 AND THE CARDIOVASCULAR SYSTEM


Resumo

Os autores  revisam e comentam os principais achados cardiovasculares relacionados a COVID-19 (coronavirus disease 2019). Seguem as considerações mais relevantes:

  • A enzima conversora da angiotensina-2 (ECA-2) é um receptor funcional para o Coronavírus. Não há evidências de que pacientes com COVID-19 e hipertensão, que fazem uso de inibidores da ECA, devam trocar de medicamento. No entanto, seu uso deve ser realizado de forma cautelosa.
  • De acordo com o NHC (National Health Commission of China), alguns dos pacientes infectados pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) inicialmente buscaram o sistema de saúde por sintomas cardiovasculares e não por sintomas respiratórios.
  • 11,8% dos pacientes que foram a óbito apresentavam alterações cardíacas extensas, segundo o NHC.
  • A possibilidade de doença cardíaca crônica pós-Covid também é apontada a partir de dados do SARS-CoV, que tem estrutura muito parecida com o SARS-CoV-2, sugerindo que é preciso ter atenção para esta situação.
  • Pacientes com doença cardíaca prévia apresentam maior risco de desenvolver sintomas graves, quando infectados pelo novo coronavírus. A mortalidade nesse grupo também é importante.

Os autores concluem que é provável que o novo coronavírus  infecte o hospedeiro através da ECA-2, causando também dano ao miocárdico. Em função do pior prognóstico em cardiopatas prévios, é fundamental a proteção cardiovascular durante o tratamento da COVID-19.

  • Referências

    1.  ZHENG, YY.et al. Covid-19 and the cardiovascular system. Nat Rev Cardiol. 2020 Mar. 05 doi:10.1038/s41569-020-0360-5.

Para ter acesso ao artigo na íntegra, acesse:
https://www.nature.com/articles/s41569-020-0360-5.pdf