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Observational Study of Hydroxychloroquine in Hospitalized Patients with Covid-19

Autores:

Geleris J, Sun Y, Platt J.

Procedência:

Divisões de Medicina Geral, Doenças Infecciosas e Medicina Pulmonar, Alergia e Cuidados Críticos, Departamento de Medicina, Departamentos de Bioestatística e Epidemiologia, Escola de Saúde Pública Mailman e Departamento de Informática Biomédica, Faculdade de Medicina e Cirurgia de Vagelos, Columbia University e New York. Presbyterian Hospital-Columbia University Irving Medical Center - todas as instituições em Nova York.


Resumo

O estudo avaliou se o uso da hidroxicloroquina (HC) reduziria o desfecho composto de intubação e/ou morte em pacientes com COVID-19 (coronavirus disease 2019) admitidos no New York–Presbyterian Hospital (NYP)–Columbia University Irving Medical Center (CUIMC), hospital localizado em Manhattan, na cidade de Nova York.

  • Características do estudo e população analisada:
    • População
      • 1376 indivíduos adultos admitidos de forma consecutiva que tiveram resultado positivo para o vírus SARS-CoV-2 (severe acute respiratory syndrome coronavirus 2) a partir de análises de amostras de swab nasofaríngeo ou orofaríngeo, obtidas durante hospitalização, no período de 7 de março a 8 de abril de 2020;
      • 811 pacientes (58,9%) receberam duas doses de HC (600 mg/dose) no primeiro dia, e 400 mg de HC nos demais dias de tratamento (média de 5 dias de tratamento);
      • 565 pacientes (41,1%) receberam tratamento habitual, sem HC;
      • Tempo médio de acompanhamento dos pacientes: 22,5 dias;
      • 45,8% dos pacientes foram tratados dentro de 24 horas após a apresentação no pronto-socorro e 85,9% em 48 horas.
    • Critérios de exclusão
      • Pacientes intubados, que faleceram ou que receberam alta dentro de 24 horas após apresentação no atendimento de emergência.
    • O tratamento com HC foi uma opção terapêutica indicada para pacientes com Covid-19 que apresentavam doença respiratória moderada à grave definida como saturação de oxigênio em repouso menor que 94% em ar ambiente. Azitromicina também poderia ser utilizada. A decisão de prescrever um ou ambos medicamentos foi deixada a critério da equipe médica responsável por cada paciente.
  • Resultados:
    • Na avaliação basal, os pacientes tratados com HC apresentavam-se mais graves do os que não a receberam (mediana de PaO2/FiO2: 223 vs. 360);
    • Dentre os 1376 indivíduos acompanhados, 346 pacientes (25,1%) foram intubados (total de 180 pacientes, dos quais 66 morreram posteriormente) e 166 morreram sem intubação.

Neste estudo observacional, o tratamento com HC não foi associado a maior ou menor risco de ocorrência de intubação ou morte em pacientes com COVID-19.

  • Refêrencias

    1.  GELERIS, J.et al. Observational Study of Hydroxychloroquine in Hospitalized Patients with Covid-19. N Engl J Med. 2020 May 7. doi: 10.1056/NEJMoa2012410.

     

Para ter acesso ao artigo na íntegra, acesse:
https://www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMoa2012410

The Possible of Immunotherapy for COVID-19: A Systematic
Review

Autores:

AminJafari A1, Ghasemi S2.

Procedência:

1. Centro de Pesquisa Celular e Molecular, Escola de Tecnologias Avançadas, Universidade de Ciências Médicas Shahrekord, Shahrekord, Irã;

2. Centro de Pesquisa Celular e Molecular, Instituto de Ciências Básicas da Saúde, Universidade de Ciências Médicas Shahrekord, Shahrekord, Irã; Centro de Pesquisa do Câncer, Universidade de Ciências Médicas Shahrekord, Shahrekord, Irã.


Resumo

Os autores realizaram revisão sistemática da literatura científica sobre as tentativas e estratégias imunoterapêuticas para o combate à COVID-19 (coronavirus disease 2019) publicadas até 24 de março de 2020. A análise final teve como base 7 de um total de 51 artigos inicialmente encontrados nos bancos de dados: Web of Science, PubMed e Scopus. Principais destaques deste estudo iraniano são:

  • Evidências atuais de tentativas imunoterapêuticas específicas para COVID-19 baseiam-se em: 
    • Anticorpos policlonais por meio de terapia plasmática;
    • Hormônio polipeptídico para maturação de células T;
    • Imunoglobulinas;
    • Imunoadesina contra ACE2 (Angiotensin-converting enzyme 2);
    • Anticorpo monoclonal contra interleucina-6 (IL-6).
  • Outras possíveis formas de intervenções imunoterapêuticas destacadas:  
    • Vetores virais;
    • Nanopartículas;
    • Vacinas de vírus inteiro inativado ou de DNA viral.

Os autores sugerem que anticorpos monoclonais contra IL-6 e seu receptor, tais como o Siltuximabe e o Tocilizumabe, podem auxiliar no combate à tempestade citocínica em pacientes graves. Ademais, concluem que a imunoterapia é uma alternativa eficiente para o tratamento e prevenção da COVID-19, como já demonstrado exemplarmente pelo uso da terapia plasmática em pacientes acometidos por esta doença.

  • Referências

    1.  AMINJAFARI, A.et al. The Possible of Immunotherapy for COVID-19: A Systematic Review. Int Immunopharmacol. 2020 Apr 2nd. doi: 10.1016/j.intimp.2020.106455.

Association of Treatment with Hydroxychloroquine or Azithromycin with In-Hospital Mortality in Patients With COVID-19 in New York State

Autores:

Rosenberg ES1, Udo T1, Holtgrave DR1, Dufort EM2, Wilberschied LA2, Kumar J2, Tesoriero J2, Kirkwood J2, Muse A2, Blog DS2, Hutton B2, Zucker HA2 Weinberg P3, DeHovitz J3,4, 

Procedência:

1. Universidade da Escola de Saúde Pública de Albany, Universidade Estadual de Nova York, Rensselaer;

2. Departamento de Saúde do Estado de Nova York, Albany;

3. IPRO, Lake Success, Nova York;

4. Downstate Health Sciences University, Universidade Estadual de Nova York, Brooklyn

 


Resumo

Estudo de coorte retrospectiva e multicêntrico que avaliou a população de pacientes admitidos em 25 hospitais de Nova York (NY), portadores de COVID-19 (coronavirus disease 2019), com confirmação laboratorial, representando 88,2% dos pacientes com COVID-19 da região metropolitana de NY. Foram obtidos dados de pacientes admitidos no período de 15 a 28 de março de 2020 e que permaneceram hospitalizados por pelo menos 24 horas.

  • Características do estudo e população analisada: 
    • Os dados dos pacientes foram extraídos da rede estatal de informações de saúde de NY (SHIN-NY), e foram complementados por dados obtidos de revisão estruturada de prontuários médicos;
    • A partir de uma população inicial de 8970 pacientes, foram selecionados 2362, por randomização eletrônica. Desse número, foram excluídos 924 pacientes devido a prontuários ininteligíveis, dados incompletos, período de internação inferior à 24 horas, não confirmação da doença, internação fora do período de avaliação e uso anterior de hidroxicloroquina (HCQ). A amostra resultante, 1438 pacientes, foi dividida em 4 braços de observação:
      • Grupo HCQ+AZT: 725 pacientes (média de idade: 61,4 anos) que receberam associação de HCQ com azitromicina (AZT);
      • Grupo HCQ: 271 pacientes (média de idade: 65,5 anos) que receberam HCQ isoladamente;
      • Grupo AZT: 211 pacientes (média de idade: 62,5 anos) que receberam AZT isoladamente;
      • Grupo sem medicamento: 221 pacientes (média de idade: 64 anos) que não receberam HCQ ou AZT.
    • Obesidade e diabetes predominaram nos grupos AZT e sem medicamento. DPOC e doenças cardíacas prévias predominaram no grupo HCQ;
    • Desfecho primário: mortalidade hospitalar;
    • Desfecho secundário: ocorrência de insuficiência cardíaca e/ou alterações eletrocardiográficas (arritmias ou alongamento do intervalo QT).
  • Resultados:  
    • Desfecho primário: não houve diferença significante na mortalidade hospitalar entre os 4 braços do estudo;
    • Eventos adversos mais comuns: alterações eletrocardiográficas, particularmente arritmias, predominando no grupo HCQ+AZT e HCQ.

Por ser observacional e retrospectivo, o estudo possui limitações, no entanto, sua execução é justificável pela emergência da pandemia de COVID-19 e pela necessidade de validar, ou não, a HCQ como opção de tratamento para esta doença.

  • Referências

    1.  Rosenberg, ES.et al. Association of Treatment with Hydroxychloroquine or Azithromycin with In-Hospital Mortality in Patients With COVID-19 in New York State. JAMA. 2020 May 11. doi: 10.1001/jama.2020.8630.

Para ter acesso ao artigo na íntegra, acesse:

https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2766117