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Custo-efetividade da cirurgia de epilepsia

 

A cirurgia é um tratamento eficaz recomendado para a epilepsia do lóbulo temporal resistente a medicamentos.1 No entanto, é frequentemente usada como último recurso em pacientes com epilepsia crônica e severa, em parte, devido ao custo das avaliações pré-cirúrgicas que requerem técnicas especializadas.1 Neste estudo recente em Epilepsia, Picot e colaboradores compararam a relação custo-efetividade do tratamento médico com medicamentos antiepilépticos (AEDs) para ressecção cirúrgica em pacientes com epilepsia parcial intratável.1

Um total de 289 pacientes adultos (15-60 anos de idade) foram selecionados em 15 unidades francesas de tratamento a epilepsia e para os quais a cirurgia era considerada necessária. De 207 pacientes operáveis, 119 foram alocados para o grupo cirúrgico e 88 foram tratados apenas com medicamentos.1 Outros 65 pacientes foram considerados inoperáveis e excluídos do estudo.1 Os pacientes foram acompanhados por 5 anos após a cirurgia ou triagem, respectivamente, com visitas clínicas a cada 6 (± 3) meses nos primeiros 2 anos e posteriormente a 36 (± 6) e 60 (± 12) meses.1 O resultado clínico, os custos diretos e indiretos do tratamento foram comparados para os dois grupos. Além disso, os custos diretos e a eficácia a longo prazo, extrapolados ao longo da vida dos pacientes, foram calculados e expressos como uma relação custo-efetividade adicional.1

Uma proporção significativamente maior de pacientes ficou livre de convulsão durante 12 meses no grupo cirúrgico em comparação com aqueles tratados apenas com medicamentos,a partir de 2 anos após a cirurgia.1

A proporção de pacientes sem convulsão nos últimos 12 meses foi:

  • 69,0% no grupo cirúrgico e 12,3% no grupo de medicamento durante o segundo ano (p <0,001);
  • 76,8% no grupo cirúrgico e 21% no grupo de medicamento durante o quinto ano (p <0,001).1

A partir de 2 anos após o tratamento, o menor uso de medicamentos anti- epilépticos resultou em custos diretos significativamente menores no grupo cirúrgico em comparação com aqueles tratados apenas com medicamentos (p=0,02 e p <0,001 do segundo e terceiro ano, respectivamente).1

Dois anos após a cirurgia, o custo médico direto médio por paciente por ano foi:

  • €2.990 no grupo de cirurgia
  • €3.550 naqueles tratados apenas com medicamento.1

A relação custo-efetividade adicional resultante foi de €10.406 para os pacientes livres de convulsões após 2 anos e € 2.630 aos 5 anos após a cirurgia.1 Em comparação com o tratamento apenas com medicamento, a cirurgia de epilepsia tornou-se rentável entre 9-10 anos após a cirurgia.1

Os autores concluíram que a cirurgia era um tratamento seguro e econômico para epilepsia que deveria ser considerado precocemente no desenvolvimento da doença.1

  • Referência

    1. PICOT, M. et al. Cost- effectiveness analysis of epilepsy surgery in a controlled cohort of adult patients with intractable partial epilepsy: A 5-year follow-up study. Epilepsia,57(10):1669-1679, 2016.