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O papel da equipe multidisciplinar no acompanhamento das PVHIV*

Introdução

O contexto de vida das pessoas que vivem com HIV (PVHIV) vem se modificando nos últimos anos, em grande parte por causa dos avanços relacionados ao surgimento da terapia antirretroviral (TARV). Diante desse cenário, surgem novos desafios, determinando a necessidade de novas práticas relacionadas ao tratamento no cotidiano das PVHIV. E a relação estabelecida entre os profissionais de saúde envolvidos na assistência dessas pessoas é de suma importância nesse processo.1

Desafios:

Os pacientes podem enfrentar obstáculos com o tratamento antirretroviral, como por exemplo:1

  • Dificuldades para o cumprimento dos horários de tomada dos medicamentos;
  • Intolerância pelos efeitos adversos;
  • Impossibilidade de comparecimento à unidade de saúde para a retirada dos medicamentos (seja por dificuldades físicas, emocionais  ou financeiras).

O diálogo entre os profissionais que compõem a equipe multidisciplinar auxilia na identificação e abordagem precoce de dificuldades de adesão. Os efeitos adversos, por exemplo, podem requerer atenção especial nas consultas.1

Segundo o mais recente guia da European AIDS Clinical Society, é recomendado que os profissionais de saúde procurem identificar possíveis eventos adversos ou problemas de tolerabilidade relacionados à terapia antirretroviral atual.2

Troca de esquema:

Apesar do grande esforço para melhorar a tolerabilidade e comodidade, cada paciente é diferente. Atualmente, a variedade de antirretrovirais disponíveis torna possível considerar a mudança de um regime efetivo para outro. As principais razões para considerar uma troca da terapia são:3

  • Aumentar a tolerabilidade e diminuir efeitos adversos a longo prazo;
  • Evitar o surgimento de resistência;
  • Reduzir ou eliminar as restrições de horário e alimentação;
  • Prevenir interações medicamentosas;
  • Melhorar a posologia.

É importante considerar que o tratamento é para toda a vida e, com o aumento da expectativa de vida da população vivendo com HIV, é necessário oferecer um esquema que favoreça a manutenção da adesão e da supressão viral sem comprometer futuras opções de tratamento.3

Em todos os casos, o paciente precisa passar por avaliação médica para estudarem juntos medidas que possam melhorar a sua qualidade de vida.

O profissional de saúde deve estar atento à qualidade de vida do paciente. Não se deve assumir que, por estar virologicamente suprimida, a PVHIV está totalmente adaptada ao regime.2 É recomendável fazer o encaminhamento para o médico ao deparar com PVHIV que sejam beneficiadas com uma possível troca de esquema.