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Pesquisa no diagnóstico e tratamento de epilepsia – uma revisão de 10 anos

A última década contou com avanços significativos na pesquisa básica e medicina que oferecem perspectivas reais de terapias melhoradas para a epilepsia.

Os últimos 10 anos viram avanços conceituais no diagnóstico e terapia da epilepsia.1 Daniel H Lowenstein revisou os principais achados da última década em um artigo na Nature Reviews.

Os avanços conceituais no campo da epilepsia incluem o crescente reconhecimento da existência de comorbidades, como doença psiquiátrica e cognitiva.1 Cada vez mais a epilepsia é vista como uma rede complexa de anormalidades neuronais, sendo as convulsões apenas um dos transtornos de comportamento.1

As tecnologias de neuroestimulação que incorporam a detecção por eletroencefalograma e modulação optogenética da atividade neuronal demonstraram ser eficazes em modelos animais, e estudos clínicos resultaram na aprovação de novos dispositivos de neuroestimulação para pacientes.1

Também houve progresso em nível molecular, como o importante achado de que as encefalopatias epiléticas são causadas por mutações de novo e podem ser detectadas por triagem genética.1 As causas genéticas da epilepsia generalizada ou da epilepsia focal não lesional permanecem indescritíveis, no entanto estudos de associação ao genoma sugerem que as epilepsias comuns são provavelmente causadas pela interação de múltiplos genes loci.1 Ferramentas modernas de sequenciamento permitirão a análise genômica detalhada necessária para diminuir a complexidade desses traços e abrir a porta para o diagnóstico e tratamento personalizados e precisos da epilepsia.1

Os autores preveem que, no futuro, a identificação exata da base para as convulsões do paciente irá ajudar na escolha do tratamento para alcançar a melhor probabilidade de sucesso.1

 

Referência

1. LOWENSTEIN, DH. Decade in review – epilepsy: edging toward breakthroughs in epilepsy diagnostics and care. Nat Rev Neurol, 11(11): 616–617, 2015.