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Discrepâncias entre a prescrição médica para medicamentos antiepilépticos e o uso real dos mesmos pelos pacientes

A não adesão aos medicamentos antiepilépticos (MAEs) é um problema clínico chave, o qual associa-se ao avanço da epilepsia e aumento dos custos relacionados à saúde. Os pacientes com epilepsia refratária muitas vezes usam combinações de diferentes MAEs. Contudo, aproximadamente um terço dos pacientes não obtém o controle suficiente das convulsões.1

Mevaag e colaboradores investigaram se houve consistência entre os MAEs prescritos pelos médicos e o uso real dos mesmos pelos pacientes em uma situação real.1

Esse estudo analisou dados de questionários anônimos obtidos de pacientes ambulatoriais no Centro Nacional de Epilepsia da Noruega.1 Tanto os pacientes quanto os médicos relataram quais MAEs e que dosagens eles atualmente usam (ou haviam prescrito).1

32% dos pacientes apresentaram uma discrepância entre o MAE que lhe foi prescrito e/ou seu uso atual em termos de tipo ou dose do MAE.1

A população do estudo foi composta por 174 pacientes e sete médicos. Os pacientes tinham uma idade média de 42,6 anos, sendo 49% mulheres, e 56% utilizavam a politerapia com MAEs (ou seja, 2-5 MAEs).1

Esse estudo mostrou que 32% (56/174) dos pacientes entrevistados tinham discrepâncias em sua dosagem de MAE; para 22 pacientes (12%), houve uma discrepância no tipo de MAE.1

Foram observadas discrepâncias para todos os MAEs mais comumente utilizados.1

Os autores observaram que todos os MAEs mais comumente utilizados apresentaram discrepâncias, com números semelhantes de pacientes afirmando que utilizavam doses maiores ou menores do que a prescrita.1

Os autores concluíram que a politerapia, efeitos adversos e baixa adesão são desafios comuns no tratamento da epilepsia. Uma melhor comunicação entre os médicos e os pacientes e mais informações sobre os MAEs podem melhorar a adesão dos pacientes e os resultados do tratamento na epilepsia.1

Lista de referências

1. MEVAAG, M. et al. Discrepancies between physicians’ prescriptions and patients’ use of antiepileptic drugs. Acta Neurol Scand, 135(1):80-87, 2017.