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Opções terapêuticas para a asma

Na asma, é importante tratar episódios agudos e sintomas crônicos, além dos episódios noturnos e aqueles induzidos por exercícios. Atualmente, recomenda-se prevenir os sintomas, minimizar os episódios agudos e prevenir a morbidade funcional e psicológica para prover melhor qualidade de vida aos pacientes1.

Os beta-2 agonistas de curta ação (SABA), como o sulfato de salbutamol, são utilizados para tratar o broncoespasmo do episódio asmático agudo e para prevenir o broncoespasmo associado à asma induzida pelo exercício ou pela asma noturna (Figura 1)2. Esses medicamentos são indicados para todos os pacientes, conforme necessário: a intensidade do tratamento depende da gravidade dos sintomas. Se os SABA forem utilizados mais que duas vezes por semana para alívio dos sintomas (exceto no caso de uso de SABA para prevenção de sintomas induzidos por exercícios), pode ser necessário revisar o tratamento1.

Já para o controle da asma, a conduta farmacológica inclui medicamentos como corticoides inalatórios, broncodilatadores de longa duração (beta-agonistas e anticolinérgicos), teofilina e modificadores de leucotrieno, além de estratégias mais recentes como anticorpos anti-imunoglobulina E (IgE) 2.

De acordo com as diretrizes da Iniciativa Global para Asma (Global Initiative for Asthma, GINA), os corticoides inalatórios (CIs) são os medicamentos de preferência para controle da asma em crianças e adultos3. As formas inalatórias são topicamente ativas, pouco absorvidas e com menor incidência de causar eventos adversos. Alguns exemplos de CIs, que são utilizados em monoterapia ou em combinação com outras drogas, de acordo com regulamentação local e disponibilidade, são o dipropionato de beclometasona, o furoato de fluticasona e o furoato de mometasona, entre outros2.

Entre os broncodilatadores, os beta-2 agonistas de ação prolongada (LABAs) são utilizados para o tratamento de manutenção e controle da asma. São exemplos de LABA: xinafoato de salmeterol, o fumarato de formoterol di-hidratado e o trifenatato de vilanterol. Também utilizados em monoterapia ou em combinação com outras drogas, de acordo com regulamentação local e disponibilidade, como, por exemplo, o trifenatato de vilanterol, que está disponível apenas em combinação com furoato de fluticasona (corticoide inalatório)2.

Os medicamentos anticolinérgicos de ação prolongada (como, por exemplo, o brometo de tiotrópio) são indicados para o tratamento de manutenção em longo prazo, mas não para o tratamento das exacerbações agudas da asma. Os medicamentos como a teofilina são utilizados para o controle em longo prazo e para a prevenção de sintomas, especialmente os noturnos2.

Os antileucotrienos, como o montelucaste sódico, atuam na redução do broncoespasmos e permeabilidade vascular, por exemplo2

A tabela 1 apresenta um fluxograma de tratamento/manejo com as principais classes terapêuticas utilizadas3.

Geralmente, os pacientes devem ser avaliados em intervalos de um a seis meses para o controle da asma. Em cada visita, avaliam-se a adesão, o controle ambiental e as comorbidades. Se o paciente tem bom controle da asma por pelo menos três meses, a intensidade do tratamento pode ser reduzida; entretanto, os pacientes devem ser reavaliados em duas a quatro semanas para confirmar que o novo tratamento mantém o controle da doença1.

  • Referências bibliográficas

    1. MORRIS MJ, et al. Asthma Treatment & Management. 2016. In: MEDSCAPE. Disponível em: <http://emedicine.medscape.com/article/296301-treatment>. Acesso em: 15 jul. 2016.

     

    2. MORRIS MJ, et al. Asthma Medication. 2016. In: MEDSCAPE. Disponível em: <http://emedicine.medscape.com/article/296301-medication#showall>. Acesso em: 15 jul. 2016.

     

    3. GLOBAL INITIATIVE FOR ASTHMA. Global Initiative for Asthma. Global Strategy for Asthma Management and Prevention. 2016. Disponível em: <http://ginasthma.org/2016-gina-report-global-strategy-for-asthma-management-and-prevention/>. Acesso em: 12 jul 2016.