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Remodelamento brônquico:

Principal consequência do não controle da asma

Uma característica importante da asma é a possibilidade de remodelamento patológico das vias aéreas pelo processo inflamatório. Alguns pacientes asmáticos desenvolvem limitação fixa do fluxo aéreo que se acredita ser devida ao remodelamento brônquico patológico, que deve ser diferenciado do remodelamento fisiológico que ocorre com o desenvolvimento e crescimento pulmonar, ou como resposta aguda e transitória a uma injúria ou inflamação, resultando na restauração da via aérea normal.1,2

Uma intricada relação entre diferentes células e mediadores inflamatórios leva à transformação dos tecidos das vias aéreas, podendo acarretar perda parcial e irreversível defunção pulmonar.3 A asma é caracterizada por graus variáveis de inflamação e alterações estruturais nas vias aéreas que incluem transformação epitelial, metaplasia das células caliciformes, espessamento subepitelial, aumento da massa do músculo liso, aumento das glândulas brônquicas, angiogênese e alterações nos componentes da matriz extracelular envolvendo as pequenas e grandes vias aéreas. Acredita-se que a inflamação crônica inicie e perpetue ciclos de dano e reparo tecidual na asma, embora o remodelamento patológico também possa ocorrer em paralelo com a inflamação.O tratamento com corticosteroides não apenas reduz a inflamação, mas também tem efeitos benéficos no remodelamento.1,3

Figura 1. Representação esquemática das vias aéreas com asma leve e com asma crônica com remodelamento. Adaptada da referência 5.

Segundo a Global Initiative for Asthma (GINA), o nível de controle da asma deve ser avaliado tanto pela redução ou eliminação dos sintomas quanto pelo risco futuro de complicações, como exacerbações e desenvolvimento de limitação fixa ao fluxo aéreo. A taxa de declínio da função pulmonar em adultos saudáveis está em torno de 15-20 mL/ano, enquanto pessoas com asma podem ter uma acelerada deterioração da função pulmonar. Crianças com asma persistente podem ter um menor desenvolvimento pulmonar, e algumas têm risco de sofrer uma perda acelerada de função no início da fase adulta.1

Em estudo de vida real que comparou o uso da associação FF/VI (Relvar Ellipta) com o tratamento usual, 80% dos pacientes asmáticos (n=2906) não estavam controlados quando avaliados através do ACT (Asthma Control Test6, reforçando a importância da reavaliação periódica e ajuste de tratamento dos pacientes. A asma não controlada implica em maior morbidade do paciente e pior qualidade de vida, além de perda de produtividade, perda de dias de escola e trabalho, e maiores custos para o paciente, sua família e para o sistema de saúde. Por isso, o tratamento tem por objetivos controlar sintomas e reduzir risco futuro, com terapia individualizada para a gravidade da asma, evitando, assim, eventos adversos oriundos do tratamento e a perda de função pulmonar.1

  • Referências

    1. GLOBAL INITIATIVE FOR ASTHMA. Global strategy for asthma management and prevention. Updated 2018. Disponível em:  <http://ginasthma.org/2018-gina-report-global-strategy-for-asthma-management-and-prevention>. Acesso em: 30 jul. 2018.

    2. FEHRENBACH, H. Airway remodeling in asthma: what matters. Cell Tissue Res, 367: 551-569, 2017.

    3. MAUAD, T. et al. Remodelamento brônquico na asma. J Pneumol, 26(2):91-98, 2000.

    4. PAWANKAR, R. Current perspectives on airway inflammation and remodeling in asthma and allergic rhinitis. Braz J Allergy Immunol, 1(5): 243-252, 2013.

    5. PATEL, KK. et al. The prevalence and identity of Chlamydia-specific IgE in children withasthma and other chronic respiratory symptoms. Respir Res.,13:32, 2012.

    6. WOODCOCK, A. et al. Effectiveness of fluticasone furoate plus vilanterol on asthma control in clinical practice: an open label, parallel group, randomised controlled trial. Lancet, 390(10109): 2247-2255, 2017.