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Destaques do congresso anual ECNP 2016

O congresso anual do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia (ECNP) desse ano foi realizado entre os dias 17 e 20 de setembro em Viena, Áustria 1

A reunião de 2016 contou com extenso programa, combinando simpósios científicos com discussões da indústria, e abrangeu uma ampla gama de distúrbios do humor.1 As apresentações de pôster selecionados do congresso estão resumidas a seguir.1

 

Prevalência de depressão em cenários de cuidados primários na Letônia – resultados do Programa Nacional de Pesquisa BIOMEDICINE 2

No quadro do Programa Nacional de Pesquisa BIOMEDICINE, um estudo realizado na Letônia investigou a prevalência de depressão de acordo com os fatores associados ao estilo de vida.2  Pacientes com 18 anos ou mais foram convidados a participar do estudo, o qual envolveu uma Mini Entrevista Neuropsiquiátrica Internacional (MINI), realizada por telefone.2

1485 pacientes que visitaram instalações de cuidados primários por motivos médicos ao longo do período de 1 semana no ano de 2015 foram entrevistados.2 De acordo com MINI, 10,2% dos participantes tinham depressão no momento da entrevista, e 28,1% dos participantes já haviam tido depressão em algum momento de suas vidas.2

Os fatores que aumentaram a prevalência de depressão incluíram: sexo feminino, estar divorciado ou morar sozinho, educação secundária ou inferior, ≥15 dias de ausência do trabalho e ter doenças gastroenterológicas ou oncológicas.2

Os pesquisadores também observaram que a prevalência de depressão na Letônia estava em consonância com outros estudos realizados na Europa.2

 

Impulsividade em transtornos bipolares e unipolares3

A impulsividade comumente se manifesta em indivíduos com certos distúrbios de humor, como transtorno bipolar, distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade e distúrbios de personalidade.3 Já foi estabelecida uma associação entre o aumento da impulsividade durante episódios de transtorno bipolar e unipolar, mas não está claro se a ligação é observada entre os episódios.3

Pontuações significativamente elevadas de impulsividade foram observadas para pacientes com transtorno bipolar e unipolar em comparação aos controles saudáveis.3

Um estudo realizado na Turquia recrutou 78 pacientes com transtorno bipolar e 72 pacientes com transtorno unipolar, todos os quais estavam entre episódios, juntamente com 70 controles saudáveis.3 Para avaliar a impulsividade, todos os participantes preencheram a Escala de Impulsividade de Barratt versão 11A.3 Os pacientes com transtorno bipolar e unipolar apresentaram pontuações significativamente mais altas para todas as medidas da sub-escala em comparação aos controles saudáveis.3

As pontuações de impulsividade motora foram significativamente mais altas nos pacientes bipolares em comparação aos pacientes unipolares.3

A pontuação de impulsividade total para os pacientes com transtorno bipolar e unipolar não diferiu, mas as sub-pontuações de impulsividade motora foram significativamente maiores nos pacientes bipolares do que nos unipolares.3 Os autores consideraram que esses novos achados deveriam ser mais profundamente explorados.3

 

Terapia eletroconvulsiva em idosos: Uma série de casos4

A terapia eletroconvulsiva (ECT) pode ser um tratamento eficaz para pacientes idosos com depressão.4 Para compreender o uso e eficácia dessa terapia, pesquisadores na Turquia coletaram dados de 194 pacientes (≥60 anos de idade) que foram hospitalizados entre os anos de 2010 e 2015.4

A ECT é uma opção de tratamento comumente utilizada para a população idosa.4

90,3% da população de pacientes foi diagnosticada com um transtorno afetivo, incluindo transtorno afetivo bipolar e depressão unipolar.4 A ECT duas vezes por semana representou o tratamento primário de 37,6% dos pacientes.4 Os motivos para selecionar ECT como tratamento primário foram a resistência ao tratamento (78,6%), necessidade de resposta rápida (18,6%) e catatonia (1,3%).4

Os pesquisadores também analisaram exames de ressonância magnética (RM) estrutural dos participantes, em associação com a média de convulsões adequadas por sessão de ECT.4 Um número significativamente maior de convulsões adequadas por razão de estímulo foi observado para os pacientes que apresentaram exames de RM normais, em comparação aos pacientes que apresentaram lesões no exame de RM.4

Por que e como devemos avaliar a disfunção cognitiva em depressão?5

Sintomas cognitivos são comumente observados em pacientes com depressão e podem ser considerados um elemento central para o transtorno depressivo maior (TDM).5 Esses sintomas muitas vezes persistem ao longo do tratamento de TDM e podem permanecer após a remissão de outros sintomas.5 A disfunção cognitiva também pode prejudicar a qualidade de vida dos pacientes com depressão.5

Dados recentes forneceram um embasamento para os tratamentos farmacológicos e não farmacológicos para TDM direcionados especificamente para a disfunção cognitiva, destacando ainda mais o importante papel que essa pode desempenhar no quadro de TDM.5

 

A avaliação, monitoramento e tratamento da disfunção cognitiva são importantes para o gerenciamento de TDM.5

O uso de testes neuropsicológicos “padrão ouro” seria preferencial a fim de monitorar a função cognitiva, mas esses testes podem ser dispendiosos e inviáveis para uso rotineiro.5

Então, seria necessário, para o monitoramento da disfunção em nível clínico, o desenvolvimento de ferramentas simples e fáceis de usar para ajudar médicos ocupados.5

 

Referência bibliográfica:

  1. EUROPEAN CONGRESS OF NEUROPSYCHOFARMACOLOGY. Programme of the 29th ECNP Congress. Disponível em: <https://www.ecnp.eu/about-ecnp/history/past-ecnpmeetings/past-congresses/Vienna2016/provisional_programme.aspx#>. Acesso em 17 fev. 2017.
  2. 2. RANCANS, E. et al. Prevalence of depression in primary care settings in Latvia – the results of the National Research Program BIOMEDICINE. 29th ECNP congress 2016 P.2.h.008.
  3. 3. OZTEN, M. et al. Impulsivity in bipolar and unipolar disorders. 29th ECNP congress 2016 P.2.b.008.
  4. 4. EZER, S. et al. Electroconvulsive therapy in the elderly: A case series. 29th ECNP congress 2016 P.2.f.023.
  5. 5. LAM, R. Why and how should we assess cognitive dysfunction in depression? 29th ECNP congress 2016 C.02.01.