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Resultados psiquiátricos após cirurgia para epilepsia refratária

A cirurgia pode oferecer proteção contra condições psiquiátricas co-mórbidas em pessoas com epilepsia resistente a medicamentos, de acordo com um estudo realizado na Espanha.

A epilepsia resistente a medicamentos (refratária) é frequentemente acompanhada por comorbidades psiquiátricas.1 Entretanto, o efeito da cirurgia para epilepsia refratária sobre os resultados psiquiátricos é incerto e os estudos realizados até o momento foram limitados.1

Os investigadores conduziram um estudo de caso-controle prospectivo comparando os resultados psiquiátricos em 85 pacientes com epilepsia refratária que foram submetidos à cirurgia com 68 pacientes para os quais a cirurgia não foi considerada adequada e que continuaram seu tratamento de costume com medicamentos antiepiléticos (grupo controle).1

Os pacientes cirúrgicos e não cirúrgicos foram pareados e avaliações psiquiátricas foram realizadas em paralelo, durante a avaliação pré-cirúrgica e 6 meses após a cirurgia.1 Ambos os grupos foram mantidos no mesmo regime de medicação.1

As alterações psicopatológicas após a cirurgia foram reduzidas em comparação aos controles.1

Os investigadores observaram melhoras na percepção de angústia psicológica e sintomas de somatização, ansiedade e depressão no grupo que foi submetido à cirurgia para epilepsia refratária em comparação ao grupo que não passou por cirurgia.1

Embora tenham ocorrido distúrbios psiquiátricos de novo após a cirurgia, esses foram menos frequentes do que no grupo controle, e resultados favoráveis para ansiedade, depressão e sintomas totais foram observados no grupo cirúrgico para casos de novo versus casos de remissão.1

Os autores concluíram que a cirurgia para epilepsia refratária pode melhorar os distúrbios psiquiátricos em pacientes epilépticos.1

Referências bibliográficas

1. RAMOS, PS. et al. A prospective study contrasting the psychiatric outcome in drugresistant epilepsy between patients who underwent surgery and a control group. Epilepsia, 57(10):1680–1690, 2016.