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SUDEP: fatores de risco, biomarcadores e estratégias de intervenção

Quem é alvo para a prevençãoda morte súbita inesperada na prevenção na Epilepsia e como prevenir? Fatores de risco, biomarcadores e projetos de estudo de intervenção

A incidência de morte súbita inesperada na epilepsia (SUDEP) varia entre as populações com epilepsia.1 A identificação de fatores de risco e biomarcadores para SUDEP é importante, quando consideramos possíveis estratégias de intervenção.1 Tomson e colaboradores revisaram algumas evidências de preditores da SUDEP e consideraram como os estudos de intervenção podem ser melhor desenhados.1

Fatores de risco para a SUDEP

Resumindo a literatura atual, os autores relatam que o mau controle das convulsões, particularmente de convulsões tônico-clônicas generalizadas, é consistentemente relatado como um forte fator de risco para SUDEP.1

Estudos individuais discordam sobre o papel da idade, gênero e tipo de epilepsia como o risco para SUDEP, provavelmente devido às diferenças no design e metodologia do estudo, alémdo baixo número de casos de SUDEP nestes estudos.1 No entanto, uma análise conjunta de 4 estudos caso-controle identificaram início precoce da epilepsia e a longa duração da epilepsia como fatores de risco.1,2

O período noturno e o sono também estão associados ao aumento do risco de SUDEP, coincidindo com o fato de que a maioria dos casos não é detectada.1

Além disso, os fatores de tratamento, como não realizar tratamento com antiepilépticos, aumentam o risco de SUDEP.1

Os jovens com epilepsia têm um risco 24 a 28 vezes maior de SUDEP em comparação com a população em geral, com incidência variável em diferentes populações.1

A falta de biomarcadores de SUDEP

Apesar da pesquisa considerável na área, não foram estabelecidos biomarcadores confiáveis para SUDEP; não foram apresentadas características de eletrocardiogramas ou eletroencefalogramas com SUDEP.1

Os autores sugeriram que para a identificação bem-sucedida de biomarcadores para fatores de risco para SUDEP devem ser estudadas populações maiores, não selecionadas, para reunir fenótipos clínicos detalhados de SUDEP, em oposição a conjuntos de dados derivados de hipóteses específicas.1

Na ausência de biomarcadores confiáveis, o desfecho dos estudos de intervenção para prevenir a SUDEP é a própria SUDEP e são necessárias amostras maiores.1

Estudos de intervenção

A identificação de populações de alto risco indicou potenciais alvos para testes de estudos de intervenção para prevenção da SUDEP, incluindo supervisão noturna e aumento da adesão aos medicamentos.1 No entanto, na ausência de biomarcadores, o desfecho para estudos de intervenção na prevenção da SUDEP é a própria SUDEP.1

As intervenções em potenciais que podem ser avaliadas incluem intervenções farmacológicas, melhora da autogestão, dispositivos de detecção de convulsões e supervisão noturna.1

Os autores discutiram várias estratégias de intervenção, incluindo intervenções baseadas na comunidade, acompanhamento das tendências comunitárias na SUDEP, auto-gestão de pacientes e estudos clínicos randomizados.Porém, os autores enfatizaram que estudos clínicos randomizados podem não ser adequados para todas as intervenções, devido à baixa taxa de SUDEP mesmo em populações de alto risco, pois exigem grande número de pacientes para ser efetivo.1

Conclusões

Em geral, foram realizados progressos na identificação de populações em risco para SUDEP através de fatores de risco clínicos. No entanto, a falta de biomarcadores confiáveis dificulta o desenvolvimento de estratégias de prevenção da SUDEP com finalidades clínicas diferentes da própria SUDEP.1

  • Referência

    1. TOMSON, T. et al. Who to target in sudden unexpected death in epilepsy prevention and how? Risk factors, biomarkers, and intervention study designs. Epilepsia, 57(Suppl 1): 4–16, 2016.

    2. HESDORFFER, DC. et al.Combined analysis of risk factors for SUDEP. Epilepsia, 52(6):1150–1159, 2011.