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Avanços no desenvolvimento de biomarcadores para epilepsia

O desenvolvimento de biomarcadores para a epilepsia

Apesar da disponibilidade de mais de 20 medicamentos antiepiléticos, aproximadamente 30% dos pacientes com epilepsia têm crises incontroladas.1 Além disso, é necessário identificar as pessoas em risco de desenvolvimento de epilepsia e desenvolver fármacos modificadores ou preventivos da doença.1 Devido à heterogeneidade das epilepsias, torna-se cada vez mais evidente que a prescrição dos tratamentos anticonvulsivos e antiepileptogênicos deve ser personalizada.1

O desenvolvimento dos biomarcadores é fundamental para o desenvolvimento de terapias específicas.1 Portanto, o foco da pesquisa nos últimos 10 anos tem sido a identificação de biomarcadores adequados para auxiliar o diagnóstico e o tratamento da Epilepsia.1 Essa revisão descreve estudos pré-clínicos e clínicos na descoberta de biomarcadores desta doença.1

Biomarcadores

Duas classes de biomarcadores são de particular interesse: 1

  • Os biomarcadores diagnósticos fornecem informações sobre o estado clínico da epilepsia e possivelmente a sensibilidade a um tratamento específico;
  • Os biomarcadores prognósticos permitem a estimativa de características clínicas futuras, como gravidade, taxa de progressão, desenvolvimento de doença comórbida, remissão de doença ou morte súbita inesperada na epilepsia.

Os biomarcadores prognósticos podem depender do estágio da doença e os resultados do teste provavelmente serão diferentes em relação à progressão da doença, mesmo dentro de uma população clínica bem definida.1

Os autores destacaram o fato de que, até o momento, a maioria dos estudos em humanos foi realizada em pacientes com epilepsia do lobo temporal (ELT). Os dados de biomarcadores gerados podem não ser aplicáveis a todo o espectro de epilepsias.1

Biomarcadores genéticos

Uma série de variantes genéticas tem sido associada à epilepsia, incluindo genes que codificam reguladores da transmissão neuronal, excitabilidade neuronal, mediadores pró-inflamatórios e proteção contra o estresse oxidativo.1 A maioria desses estudos teve amostragem pequena e não foram reproduzidos.1 Além disso, os dados que mostram associação com a epilepsia não são suficientes para prever o risco individual sem ter em conta outros fatores.1

MicroRNAs

Dois estudos avaliaram os microRNAs circulantes no soro sanguíneo e mostraram a expressão diferencial de um subconjunto de microRNAs em pacientes com epilepsia em comparação com os controles e em pacientes com resistência a medicamentos em comparação com a epilepsia responsiva a medicamentos.1 No entanto, são necessários estudos prospectivos adicionais para confirmar o valor de microRNAs como biomarcadores para o diagnóstico de epilepsia e resistência a medicamentos.1

Biomarcadores estruturais

Muitas epilepsias estão associadas a mudanças estruturais no cérebro.1 Estas são particularmente importantes em pacientes com ELT, que tem um padrão característico de danos.1 Ainda não está claro se um grau sutil de dano está presente no início do curso da ELT e poderia ser usado para prever o curso futuro da doença.1

Biomarcadores funcionais e eletrofisiológicos

Ainda não está claro se a epileptogênese é acompanhada de marcadores de excitabilidade eletrofisiológica precoce que são menos visíveis do que as convulsões. Tais marcadores podem atuar como biomarcadores prognósticos para epileptogênese, gravidade da doença ou resposta ao tratamento.1

As oscilações patológicas de alta frequência (HFOs) são fortes candidatas à biomarcadores prognósticos para a epilepsia.1

As HFOs atuam como marcadores importantes de zonas epileptogênicas focais no período interictal em pacientes com epilepsia crônica.1 A ressecção cirúrgica de áreas geradoras de HFO melhorou os resultados funcionais, sugerindo que as HFOs são bons marcadores para a zona epileptogênica. No entanto, o papel das HFOs na previsão do desenvolvimento posterior da epilepsia foi pouco estudado.1

Biomarcadores de neuroinflamação

A evidência de estudos clínicos de pacientes com epilepsia resistente a medicamentos mostrou que a neuroinflamação é uma característica fundamental do foco epiléptico nesses pacientes.1

Como uma característica proeminente na maioria das epilepsias, a neuroinflamação é promissora como potencial biomarcador para epileptogênese e ictogênese, além de oferecer novos alvos para o tratamento.1 Um estudo de prova de conceito mostrou a detecção da neuroinflamação pela tomografia de emissão de posítrons com proteína translocadora em pacientes com epilepsia.1

São necessários mais estudos para determinar se as técnicas de imagem molecular capazes de detectar neuroinflamação podem ser utilizadas para estratificar populações de pacientes para tratamento anti-inflamatório.1

Conclusões

Os biomarcadores poderiam avançar no gerenciamento de pacientes com epilepsia e potencialmente possibilitar a prevenção através de opções de tratamento personalizadas.1 Os autores sugeriram que estudos bem desenvolvidos e com precisão para testar biomarcadores indicativos de epilepsia resultarão da acumulação de dados de prova de conceito.1 A coleção de amostras e biomarcador e a análise devem ser incluídas nos estudos clínicos em curso e futuros para investigar sua capacidade de prever a eficácia.1

  • 1. PITKÄNEN, A. et al. Advances in the development of biomarkers for epilepsy. Lancet Neurol, 15(8): 843−856, 2016.