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Padrões de trajetória de resultados em epilepsia resistente a medicamentos

Um relatório de 2009 da Liga Internacional Contra a Epilepsia (ILEA) delineou uma nova definição de Epilepsia resistente aos medicamentos (ERM) para aliviar a controvérsia sobre o que foi considerado como resistência a medicamentos.1 Isso permitiu a seleção de coortes ERM prevalentes e incidentes, que podem tem prognósticos diferentes; no entanto, estudos anteriores se concentraram em coortes prevalentes.1

Um recente estudo retrospectivo publicado na Epilepsia analisou a trajetória de convulsões de pacientes adultos com ERM incidente que falharam em tratamento com dois medicamentos antiepiléticos (AEDs) e começaram o tratamento com um terceiro AED.1 O padrão de trajetória da convulsão foi categorizado em quatro grupos:

  • Trajetória com convulsões constantes
  • Trajetória flutuante
  • Precoce período livre de convulsão (>12 meses após o início do estudo, mas mantida depois disso)
  • Precoce período livre de convulsão (com até 12 meses de início do estudo).1

Quase um terço dos pacientes (31%) com ERM incidente com base nos novos critérios da ILEA foram consistentemente isentos de convulsão no final do estudo.1

No entanto, mais da metade dos pacientes (53%) nunca alcançou um período livre de convulsões >1 ano na duração do estudo.1 Dos 403 pacientes atendendo aos critérios de elegibilidade, 63 pacientes (16%) tiveram trajetória flutuante, 62 pacientes (15%) tiveram este período livre adiado e 66 indivíduos (16%) tiveram período livre prévio de convulsões.1

O tipo de epilepsia e a extensão do acompanhamento foram independentemente preditivos de um melhor prognóstico.1 Um padrão de trajetória significativamente mais favorável foi mostrado para pacientes com epilepsia focal do occipital (razão de probabilidade [OR] 3,80), epilepsia genética generalizada (OR 3,23), epilepsia pouco clara (OR 3.82) e epilepsia focal e generalizada (OR 11.73) em comparação com pacientes com epilepsia do lobo temporal focal (p <0.05 para todos).1

Determinar a história natural da ERM ajudará os clínicos a prever o prognóstico e determinar o ponto em que as alternativas de tratamento aos AED devem ser consideradas.1

  • 1. CHOI, H. et al. Drug-resistant epilepsy in adults: Outcome trajectories after failure of two medications. Epilepsia, 57(7):1152-60, 2016.