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Entendendo a carga da epilepsia idiopática generalizada nos Estados Unidos, Europa e Brasil: uma análise da pesquisa do Serviço Nacional de Saúde e Bem-estar

Convulsões mais frequentes aumentam a carga associada à epilepsia idiopática generalizada

Pouco se sabe sobre a carga de convulsões primária e tônica-clônica na epilepsia idiopática generalizada (EIG) e o impacto da frequência das convulsões.1 Gupta e colaboradores avaliaram o impacto atual da EIG em adultos nos EUA, Europa (França, Alemanha, Espanha, Itália e Reino Unido) e o Brasil, assim como da frequência das convulsões.1

Medidas de peso

Analisando os resultados da pesquisa do Serviço Nacional de Saúde e Bem-estar, os autores reuniram dados de 2011 a 2013 para pessoas que informaram um diagnóstico de EIG.1 A pesquisa compreendeu um questionário eletrônico, avaliando, entre outros parâmetros, a frequência de convulsões, a qualidade de vida, produtividade, utilização da assistência de saúde e custos diretos (por exemplo, hospitalização) e indiretos (por exemplo, perda de salários) associados a EIG.1

Análises bivariadas e modelos de regressão multivariadas foram utilizados para identificar as relações entre os resultados medidos e a frequência de convulsão, controlado por covariáveis.1

Embora as regiões tenham sido analisadas separadamente, o tamanho pequeno da amostra de coorte da EIG brasileira significou que foi combinado com a coorte da EIG 5EU (houveram diferenças mínimas entre as 2 regiões em saúde e características de epilepsia e demografia).1

Impacto da frequência de convulsões na qualidade de vida, produtividade e uso da assistência de saúde

Em todos dados dos EUA, 5EU e 5EU mais Brasil, os autores encontraram uma diminuição consistente e significativa na qualidade de vida (saúde mental e física e no estado de saúde) de pessoas com 1 ou mais convulsões por semana em comparação com aqueles que experimentaram <1 convulsão por ano.1

Nos Estados Unidos, os pacientes que sofreram <1 convulsão ao ano tiveram dificuldade significativamente menor no trabalho e no comprometimento de outras atividades em comparação com aqueles que relataram convulsões mais frequentes (todos p <0,02).1 Resultados semelhantes foram observados para pacientes nas regiões 5EU e Brasil.1

Em termos de uso da assistência de saúde para pessoas com EIG, as análises revelaram que o aumento na frequência de convulsão foi associado a mais visitas a profissionais, visitas a salas de emergência e hospitalizações em todas as regiões de estudo.1

Em cada região, quase metade dos pacientes teve 1 ou mais convulsões por ano.1

Custos econômicos associados ao EIG

Além disso, os pacientes com EIG nos EUA que relataram convulsões mais frequentes acumularam custos indiretos (p <0,001) e custos diretos (p <0,02) significativamente maiores do que as pessoas que sofreram <1 convulsão ao ano.1 Do mesmo modo, os custos diretos e indiretos aumentaram com a frequência da convulsão para pacientes na região 5EU (a análise de custos não foi realizada para a região 5EU mais Brasil).1

Em todas as 3 regiões, há um peso significativo para pacientes com EIG com convulsões insuficientemente controladas.1

Conclusões

Os autores reconhecem que o uso de resultados relatados pelo paciente foi uma limitação deste estudo, pois esse tipo de dado pode ser afetado pela parcialidade da recuperação e os pacientes podem não classificar seus tipos de convulsões corretamente.1

No entanto, os autores enfatizam que seus resultados são informativos para os profissionais da saúde que tomam as decisões; usando um amplo leque de resultados de qualidade de vida e calculando os custos diretos e indiretos, este estudo fornece uma descrição abrangente do peso associado a EIG e ilustra como esses fatores estão relacionados à frequência da ocorrência de convulsão.1

Um tratamento adequado da doença pode ajudar a reduzir os custos relacionados à epilepsia a nível nacional.1

Os autores concluem que o aumento da proporção de pacientes livres de convulsões, por exemplo com medicamentos antiepilépticos mais novos, pode não só melhorar a qualidade de vida, mas também reduzir o peso econômico da EIG.1

  • 1. GUPTA, S. et al. Understanding the burden of idiopathic generalized epilepsy in the United States, Europe, and Brazil: an analysis from the National Health and Wellness Survey. Epilepsy Behav, 55:146–156,2016.