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A prevalência e o peso do Transtorno Bipolar: achados do estudo sobre a carga global da doença de 2013

O impacto do Transtorno Bipolar

O Transtorno Bipolar é uma doença severa e apesar da disponibilidade de vários tratamentos, é necessário um melhor tratamento do Transtorno Bipolar para reduzir sua carga.1

Os dados de estudos epidemiológicos são necessários para auxiliar programas de planejamento e gerenciamento para garantir que os recursos sejam usados efetivamente para o tratamento deste transtorno.1

Esta revisão sistemática da literatura feita por Ferrari e colaboradores analisou: 1

  • Prevalência por país, idade, sexo e ano1
  • O peso da doença1

A revisão atualizou os achados epidemiológicos para o Transtorno Bipolar 1 baseados nos dados do Estudo Internacional da Carga da Doença 2013 (GBD 2013).2-4

A prevalência foi medida utilizando modelagem de meta-regressão Bayesiana.1

A carga ou a gravidade da perda de saúde foram medidos usando os anos vividos com incapacidade (YLD, sigla em inglês). A medida do YLD foi estimada ao multiplicar as prevalências das estimativas de pesos de incapacidade para estados depressivos, de mania e residuais.

Não houve óbitos (anos de vida perdidos [YLLs, sigla em inglês]) devido ao Transtorno Bipolar, portanto, os YLDs foram considerados equivalentes aos anos de vida ajustados por incapacidade (YLDs).1

Prevalência

No total, foram incluídos dados de 38 estudos de prevalência de 26 países e mais seis estudos de mortalidade por todas as causas em excesso de cinco países.1

O número de casos globais de Transtorno Bipolar em 2013 foi estimado em 48,8 milhões. Comparando com 32,7 milhões em 1990, houve um aumento de 49,1%.1

Esse aumento foi devido ao crescimento populacional e ao envelhecimento (a prevalência padronizada por idade não diferiu entre 1990 e a atualização de 2013).

Peso

A carga do Transtorno Bipolar em 2013 foi estimada em 9,9 milhões de YLDs. Comparando-se com os 6,6 milhões em 1990.1

Em 2013, este transtorno foi classificado como a 54ª causa principal de YLDSs, que é consideravelmente maior do que em 1990, quando foi a 76ª causa principal de YLDs.1 Embora existissem algumas variações entre regiões geográficas, não houve diferenças significativas em relação a medida da média global1. As diferenças entre os sexos foram evidentes, com 5,5 milhões de YLDs para mulheres, em comparação com 4,4 milhões para os homens.1

Conclusões

Nesta revisão, os resultados do estudo PGD 2013 foram atualizados para fornecer uma visão geral mais abrangente dos dados epidemiológicos sobre a prevalência e a carga do Transtorno Bipolar.1

Os autores concluíram a partir de uma revisão sistemática dos últimos dados que, embora seja bastante raro, a gravidade do Transtorno Bipolar, bem como o início precoce e a natureza crônica da doença resultam em uma carga significativa.1 À medida que a população cresce e as pessoas vivem mais tempo, o efeito incapacitante deste transtorno aumenta.1 O planejamento de políticas e de cuidados à saúde para o uso efetivo de recursos para diagnosticar, tratar e, de forma ideal, prevenir novos casos é urgentemente necessário.1

  • 1. FERRARI, AJ. et al. The prevalence and burden of bipolar disorder: findings from the Global Burden of Disease Study 2013. Bipolar Disord, 18(5):440– 450, 2016.

    2. GBD 2013 DALYS AND HALE COLLABORATORS. Global, regional, and national incidence, prevalence, and years lived with disability for 301 acute and chronic diseases and injuries in 188 countries, 1990– 2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2013. Lancet, 386(9995): 743–800, 2015.

    3. GBD 2013 DALYS AND HALE COLLABORATORS. Global, regional, and national age-sex specific all-cause and cause-specific mortality for 240 causes of death, 1990–2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2013. Lancet, 385(9963): 117– 171, 2015.

    4. GBD 2013 DALYS AND HALE COLLABORATORS. et al. Global, regional, and national disability-adjusted life years (DALYs) for 306 diseases and injuries and healthy life expectancy (HALE) for 188 countries, 1990–2013: quantifying the epidemiological transition. Lancet,  386(10009):2145–2191, 2015.