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Recorrência de convulsões e seus preditores após a retirada do tratamento 

A retirada do medicamento antiepiléptico em pacientes clínica e cirurgicamente tratados: uma meta-análise da recorrência de convulsões e revisão sistemática de seus preditores.

Após o tratamento médico ou cirúrgico, é importante decidir se os pacientes com epilepsia que deixaram de apresentar crises convulsivas devem ou não tentar suspender o uso de medicamentos antiepilépticos (MAEs), devido ao risco de recorrência das convulsões.1 Contudo, as estimativas do risco de recorrência das convulsões nesses pacientes estão desatualizadas.1

Em uma revisão sistemática na Epileptic Disorders, Lamberink e colaboradores realizaram uma meta-análise para comparar as taxas de recorrência em pacientes clínica e cirurgicamente tratados sem convulsões em diferentes momentos após a retirada do tratamento com MAE.1 Outro objetivo da análise foi identificar os preditores da recorrência de convulsões nesses pacientes.1

Seleção do estudo

Os artigos sobre a retirada de MAEs foram identificados através de uma revisão sistemática das bases de dados PubMed e EMBASE até 06 de novembro de 2014.1 As meta-análises do risco de recorrência de pacientes clínica e cirurgicamente tratados foram realizadas em vários momentos após a retirada do MAE: 1, 2, 3 a 4 e ≥5 anos.1 Adicionalmente, nesses artigos selecionados, foram identificados os estudos que apresentaram análises multivariadas dos preditores da recorrência de convulsões.1

Dentre os 61 artigos incluídos na meta-análise para o risco de recorrência, 45 incluíram pacientes clinicamente tratados e 16 incluíram pacientes cirurgicamente tratados.1

Risco de recorrência

Em pacientes clinicamente tratados, as taxas cumulativas de recorrência foram de 22%, 28%, 34% e 27% em 1, 2, 3 a 4 e ≥ 5 anos após a retirada do MAE, respectivamente.1 Nos pacientes cirurgicamente tratados, as taxas cumulativas de recorrência foram de 14%, 21%, 24% e 29% em 1, 2, 3 a 4 e ≥ 5 anos, respectivamente.1 Contudo, a heterogeneidade entre os estudos foi alta em ambas as populações de pacientes.1

Embora as taxas médias de recorrência tenham sido mais baixas nos pacientes cirurgicamente tratados comparado aos pacientes clinicamente tratados, não houve diferenças significativas em nenhum momento.1

Nos pacientes clinicamente tratados, 66% das recorrências ocorreram no primeiro ano após a retirada do MAE, comparado a 48% nos pacientes cirurgicamente tratados.1

Fatores de risco para recidiva

Um total de 35 artigos (27 incluindo pacientes clinicamente tratados e 8 incluindo pacientes cirurgicamente tratados) analisaram variáveis de prognóstico, e foram incluídos na análise multivariada de preditores.1

Esses estudos identificaram 25 diferentes variáveis como significativos preditores independentes em pacientes clinicamente tratados, e 12 variáveis em pacientes cirurgicamente tratados.1

Nenhum desses preditores foi consistentemente identificado entre todas as análises, e os resultados do estudo foram contraditórios para a maioria dos preditores.1

Entretanto, a qualidade da maioria das análises de preditores foi moderada ou baixa.1

Conclusões gerais

Os autores concluíram que a taxa cumulativa de recorrência de convulsões após a retirada do MAE foi de 29% e 34% para pacientes cirurgicamente e clinicamente tratados, respectivamente.1 Contudo, as evidências disponíveis para fatores de risco não foram conclusivas.1 Os autores sugeriram que os achados relatados nessa revisão sistemática devem ser incluídos em uma grande meta-análise de dados de pacientes individuais, para possibilitar a identificação de variáveis preditivas independentes.1

Lista de referências

1. LAMBERINK, HJ. et al. Antiepileptic drug withdrawal in medically and surgically treated patients: a meta-analysis of seizure recurrence and systematic review of its predictors. Epileptic Disorders, 17(3):211–228, 2015.

BR/CNS/0017/17 – MAR 2017