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Taxas de recorrência do Transtorno Bipolar: comparação sistemática de estudos prospectivos de longo prazo naturalistas versus estudos controlados randomizados

Taxas de recorrência no Transtorno Bipolar

Um estudo anterior mostrou que quase metade (48,5%) dos pacientes que se recuperaram do Transtorno Bipolar (TB) tiveram uma recorrência dentro de 2 anos.1 Para avaliar a eficácia a longo prazo do tratamento, Vázquez e colaboradores realizaram uma revisão sistemática dos resultados em estudos naturalistas em comparação com estudos clínicos randomizados (RCTs) em pacientes que receberam tratamento para TB.2 Eles analisaram fatores clínicos e sociodemográficos em associação com as taxas de recorrência, as polaridades do índice e os episódios recorrentes.2

Métodos de estudo

Os autores realizaram uma busca sistemática no banco de dados MEDLINE/PubMed, EMBASE, PsycINFO e ClinicalTrials.gov em maio de 2015 para identificar estudos de longo prazo (18-30 meses) de tratamento de manutenção para TB (tipo I ou II), com 15 ou mais pacientes por braço de tratamento.2 No total, foram incluídos 10 estudos naturalistas e 15 RCTs.2

Estudos naturalistas versus ensaios clínicos randomizados

Os estudos incluíram um total de 8798 pacientes.2 Nos estudos naturalistas, os pacientes foram acompanhados por uma média de 2,1 anos em comparação com 1,9 anos nos RCTs.2 Embora as características demográficas e clínicas gerais fossem semelhantes em ambas as amostras, os RCTs incluíram uma maior proporção de pacientes com TB tipo I e apresentou maior índice de abandono do estudo em comparação aos estudos naturalistas (33,2% versus 20,9%). 2

As taxas de recorrência média foram de 55,2% (26,3%/ano) e 39,3% (21,9%/ano) nos estudos naturalistas e nos RCTs respectivamente.2 No grupo de tratamento com placebo apenas nos RCTs, a taxa de recorrência foi de 60,6% (31,3%/ano).2

As taxas de recorrência anual foram semelhantes nos estudos naturalistas (26,3%/ano) e RCTs (21,9%/ano; p = 0,68).2

A proporção global de episódios depressivos foi de 28,4% na ingestão, que aumentou para 51,9% na primeira recorrência, e este aumento foi observado predominantemente em RCTs.2

Fatores associados com a taxa de recorrência

Em comparações bivariadas, as taxas de recorrência anual foram associadas significativamente a: 2

  • Acompanhamento mais longo (menor risco)
  • Idade mais avançada no início (menor risco)
  • Idade atual mais avançada (risco menor, efeito fraco)
  • Histórico de ciclagem rápida (maior risco).

Os tratamentos que incluíam antipsicóticos foram associados às taxas de recorrência significativamente menores do que os tratamentos com estabilizadores de humor.2

O modelo de regressão linear multivariada confirmou que as menores taxas de recorrência anual foram associadas de forma significativa e independente com: 2

  • Idade mais avançada no início
  • Tratamento antipsicótico versus estabilizador de humor
  • Acompanhamento mais longo.

Conclusões do estudo

Os autores concluíram que os estudos naturalistas são importantes e podem melhorar as descobertas dos RCT a longo prazo.Além disso, os achados neste estudo destacam que são necessários tratamentos mais eficazes para combater o Transtorno Bipolar, juntamente com estratégias mais efetivas para promover, a longo prazo, adesão ao tratamento medicamentoso e às intervenções psicossociais.2

  • Referências

    1.  PERLIS, RH. et al. Predictors of recurrence in bipolar disorder: primary outcomes from the Systematic Treatment Enhancement Program for Bipolar Disorder (STEP-BD). Am J Psychiatry, 163(2): 217–224, 2006.

    2. VÁZQUEZ, GH. et al. Recurrence rates in bipolar disorder: systematic comparison of long- term prospective, naturalistic studies versus randomized controlled trials. EurNeuropyschopharmacol, 25(10): 1501–1512, 2015.