Você está deixando o Portal Médico GSK

Você está prestes a deixar o site da GSK. Ao clicar neste link, você será direcionado a um site que não pertence ou é controlado pela GSK. Portanto, a GSK não é responsável por demais conteúdos presentes neste site.

Continuar

Voltar

  

 

Dr. José Roberto Jardim

Professor Sênior da Escola Paulista de Medicina/Unifesp

Especialista Regional GSK

CRM – SP 17819

Exacerbações são eventos importantes nos pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e podem gerar alto impacto negativo sobre eles. Não existe uma definição de consenso sobre exacerbação, mas, de modo geral, é aceito que são episódios de piora aguda dos sintomas respiratórios que resultam em terapêutica adicional. Sintomas respiratórios incluem aumento da tosse, falta de ar e catarro, o qual pode ser purulento ou não1. Os ensaios clínicos costumam estabelecer que para ser definida a exacerbação o aumento dos sintomas deve durar, pelo menos, dois dias2.

Na exacerbação ocorre aumento do processo inflamatório sistêmico com aumento de vários mediadores, incluindo a proteína C reativa (PCR), fibrinogênio e outros levando à possibilidade de acometimento de outros órgãos. No sistema cardiovascular, sabe-se que a exacerbação aumenta a probabilidade de infarto do miocárdio na primeira semana em 2,7 vezes, havendo uma relação direta entre o número de exacerbações que necessitaram antibiótico e/ou corticosteroide e a probabilidade de infarto3 ; e nos pacientes com doença isquêmica cardíaca há aumento de troponina e do peptídeo natriurético por-brain e aumento da velocidade da onda no pulso aórtico, denotando acometimento agudo das paredes arteriais4. Durante a exacerbação, há piora acentuada da qualidade de vida, a qual pode demorar semanas para voltar ao valor basal, e algumas vezes, não ocorre esse retorno5 .

O Estudo ECLIPSE mostrou que o fator mais preditivo de uma exacerbação é ter havido uma exacerbação no ano anterior6.  Atualmente os ensaios clínicos têm dado muita importância, ao avaliar a ação de um novo medicamento, ao tempo para se ter a primeira exacerbação. Este novo modo de se avaliar os novos medicamentos são muito importante, pois quanto mais distante estiver a primeira exacerbação, mais longe estará a segunda exacerbação. Já foi mostrado em um grande grupo de pacientes com DPOC no Canadá que, ao longo dos anos, as exacerbações vão ocorrendo com intervalos mais curtos e maior frequência, vão se tornando mais graves e, por fim, pode ocorrer a morte.

Portanto, evitar a exacerbação em um paciente com DPOC é fundamental. O estudo TORCH mostrou que o uso da associação do corticosteroide inalatório proprionato de fluticasona ao broncodilatador beta adrenérgico salmeterol apresentou efeito bastante  benéfico na redução das exacerbações, com diminuição de 25% da chance de ocorrência de exacerbações7. Além disso, foi visto um benefício da adição do LAMA ao ICS/LABA com relação ao ganho de função pulmonar do paciente com DPOC. Em pacientes graves o uso da terapia tripla, conhecida como aberta, por utilizar dois ou mais dispositivos inalatórios, também apresenta ação muito eficaz na prevenção das exacerbações8.

 

 

RELVAR

Contraindicação: pacientes com alergia grave à proteína do leite e para os que tenham demonstrado hipersensibilidade aos componentes da formulação9.

Interações medicamentosas: Deve-se tomar cuidado quando coadministrar o Relvar com fortes inibidores CYP3A4 pois há a possibilidade de aumento da exposição sistêmica tanto ao furoato de fluticasona quanto ao vilanterol9.

Precauções: Deve-se ter cautela na prescrição de Relvar nos pacientes com histórico de diabetes mellitus, doença cardiovascular grave, com tuberculose pulmonar ou com infeccções crônicas ou não tratadas9.

Reações adversas: cefaleia, pneumonia, infecção do trato respiratório superior, candidíase oral, dor orofaríngea, dor abdominal e extrassístole9.

 

VANISTO

Contraindicações: pacientes com alergia à proteína do leite ou com hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula10.

Interações medicamentosas: Os dados clínicos disponíveis não revelaram interações medicamentosas clinicamente relevantes. Não se verificou efeito do verapamil sobre a CMáx do umeclidínio. Não se observou nenhuma diferença clinicamente significativa de exposição sistêmica a umeclidínio em indivíduos com metabolizadores CYP2D6 normais e fracos10.

Precauções: Vanisto deve ser usado com cautela em pacientes com glaucoma de ângulo estreito e retenção urinária. Efeitos cardiovasculares podem ser observados após a administração de Vanisto, por essa razão, deve-se usar com cautela em pacientes com distúrbios cardiovasculares graves, em especial arritmias cardíacas. Reações adversas: nasofaringite, infecções do trato respiratório superior ou inferior, faringite, tosse, artralgia, taquicardia. Dados pós-comercialização: disgeusia10.

  

  • Referências:

    1. GOLD Global Initiative for Obstructive Lung Disease. Global strategy for the diagnosis, management, and prevention of chroni obstructive lung disease; 2019 acessado em 17 de setembro de 2019. www.goldcopd.org GOLD 2019.

    2.   LIPSON, DA et al.  IMPACT Investigators. Once-Daily Single-Inhaler Triple versus Dual Therapy in Patients with COPD.N Engl J Med. 2018 May 3;378(18):1671-1680. doi: 10.1056/NEJMoa1713901. Epub 2018 Apr 18.

    3.   DONALDSON GC, et al. Increased risk of myocardial infarction and stroke following exacerbation of COPD. Chest. 2010 May;137(5):1091-7. doi: 10.1378/chest.09-2029. Epub 2009 Dec 18.

    4.   PATEL AR, et al. Cardiovascular risk, myocardial injury, and exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease. Am J Respir Crit Care Med. 2013 Nov 1;188(9):1091-9. doi: 10.1164/rccm.201306-1170OC.

    5.  S SPENCER, et al. Time course of recovery of health status following an infective exacerbation of chronic bronchitis. Thorax. 2003 Jul; 58(7): 589–593. doi: 10.1136/thorax.58.7.589.

    6.   HURST JR, et al. Evaluation of COPD Longitudinally to Identify Predictive Surrogate Endpoints Susceptibility to exacerbation in chronic obstructive pulmonary disease (ECLIPSE) Investigators. N Engl J Med. 2010 Sep 16;363(12):1128-38. doi: 10.1056/NEJMoa0909883.

    7.   CALVERLY, PM, et al; TORCH investigators. Salmeterol and fluticasone propionate and survival in chronic obstructive pulmonary disease. N Engl J Med. 2007 Feb 22;356(8):775-89.

    8.   SILER, TM. et al. Triple Therapy of Umeclidinium + Inhaled Corticosteroids/Long-Acting Beta2 Agonists for Patients with COPD: Pooled Results of Randomized Placebo-Controlled Trials. Pulm Ther, 2: 43-58, 2016.

    9.   RELVAR ELLIPTA(furoato de fluticasone/trifenatato de vilanterol). Bula do produto.

    10.  VANISTO (brometo de umeclidínio). Bula do produto.