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Dr. Roberto Stirbulov

Especialista Interno GSK

CRM – 38357

Exacerbação da DPOC é definida como um evento no curso natural da doença, caracterizado por uma mudança na dispneia basal do paciente, tosse e/ou expectoração, que está além das variações normais do dia-a-dia, de início agudo, e que pode justificar uma mudança na medicação habitual e/ou hospitalização. A periodicidade de exacerbações tem impacto direto na sobrevida de pacientes portadores de DPOC. O principal preditor de uma futura exacerbação é uma exacerbação prévia1,2.

O impacto das exacerbações é significante e tanto os sintomas quanto a função pulmonar podem levar várias semanas para retornar aos valores basais. Afetam a qualidade de vida e o prognóstico de pacientes com DPOC4.

Estudos demonstram que a mortalidade é elevada no primeiro ano naqueles pacientes que necessitaram de internação em unidades de terapia intensiva5. Consequentemente, considera-se a exacerbação da DPOC como verdadeiro “Ataque Pulmonar”, por ter gravidade semelhante ou maior do que o chamado “ataque cardíaco”.

Ressalta-se que a exacerbação da DPOC potencializa os efeitos sistêmicos da inflamação, afirmação confirmada pela observação de que até o quinto dia depois de uma exacerbação, o risco de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares fica elevado em até 2,27 vezes6. Essas constatações trazem à tona a preocupação com a prevenção das exacerbações da DPOC, com a mesma ênfase que devemos prevenir o “ataque cardíaco”. 

Considerando-se o efeito catastrófico da exacerbação nos pacientes com DPOC, todo esforço deve ser feito para que medidas medicamentosas e não medicamentosas possam reduzir a frequência das exacerbações e seus consequentes efeitos deletérios, agudos e crônicos.

Entre as ações para prevenção das exacerbações da DPOC, destacam-se:

A)  Ações não medicamentosas:

 Cessação do tabagismo.

 Vacinação contra influenza e pneumococo.

 Atividade física.

 Reabilitação pulmonar.

B)  Ações medicamentosas:

A terapêutica medicamentosa é feita com broncodilatadores de ação prolongada, podendo ser beta-agonistas adrenérgicos (LABA) ou anti-colinérgicos (LAMA). Além disso, alguns pacientes têm indicação de corticosteroides inalatórios (CI), sempre associados aos LABA. Fundamentalmente, os CI atuais na inflamação eosinofílica. Atualmente, existe evidência para utilização da tripla terapia (LAMA/CI/LAMA) para redução da taxa de exacerbações e melhora da dispneia1.

Portanto, prevenção, detecção precoce e tratamento imediato das exacerbações podem mudar favoravelmente sua progressão clínica, melhorando a qualidade de vida, diminuindo os episódios de hospitalizações e reduzindo o impacto das comorbidades (principalmente cardiovasculares)1.

 

  

INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA - Trelegy (furoato de fluticasona/umeclidínio/vilanterol).

Contraindicações: é contraindicado para pacientes com alergia grave à lactose ou à proteína do leite ou que tenham apresentado hipersensibilidade a furoato de fluticasona, umeclidínio, vilanterol ou qualquer um dos excipientes.

Interações medicamentosas: Bloqueadores beta2-adrenérgicos podem enfraquecer ou antagonizar o efeito de agonistas de beta2-adrenérgicos, como vilanterol. Caso betabloqueadores sejam necessários, betabloqueadores cardiosseletivos devem ser considerados; entretanto, deve-se tomar cuidado durante o uso concomitante de betabloqueadores, tanto seletivos quanto não seletivos. A administração concomitante de Trelegy com outros antagonistas muscarínicos de ação prolongada ou agonistas beta2-adrenérgicos de ação prolongada não foi estudada e não é recomendada, uma vez que pode potencializar as reações adversas. 

Precauções: Efeitos cardiovasculares, como arritmias cardíacas, podem ser observados após a administração de antagonistas dos receptores muscarínicos ou agentes simpaticomiméticos, incluindo umeclidínio ou vilanterol, respectivamente. Portanto, Trelegy deve ser utilizado com cautela em pacientes com doença cardiovascular instável ou potencialmente fatal. 

Reações adversas: pneumonia, infecção do trato respiratório superior, bronquite, faringite, rinite, sinusite, gripe, nasofaringite, candidíase oral e de faringe, infecção do trato urinário, cefaleia, tosse, dor orofaríngea, artralgia, dorsalgia, constipação. 

Dados pós-comercialização: Não há dados disponíveis.

  

  • Referências:

    1.  GLOBAL INITIATIVE FOR CHRONIC OBSTRUTIVE LUNG DESEASE. Global Strategy for Diagnosis, Management ans Preventions of Chronic Obstrutive Pulmonary Desease. Gold 2019 Report. Disponível em: www.goldcopd.org Acesso em: 26 set.2019.

    2.   SUISSA, S. et al. Long-term natural history of chronic obstructive pulmonary disease: severe exacerbations and mortality. Thorax. 2012 Nov;67(11):957-63.

    3.   KIM, S .et al. Mortality after an emergency department visit for exacerbation of chronic obstructive pulmonary disease. Copd 2006;3:75-81.

    4.  SEEMUNGAL, T .et al. Time Course and Recovery of Exacerbations in Patients with Chronic Obstructive Pulmonary Disease. Am.J Crit Care Med. 2000 161 : 1608-1613.

    5.  TEIXEIRA, C .et al. Patients admitted to the ICU for acute exacerbation of COPD: two-year mortality and functional status. J Bras Pneumol. 2011;37(3):334-340.

    6.   DONALDSON, GC .et al. increased risk of myocardial infarction and stroke following exacerbation of COPD. Chest  2010 May;137(5):1091-7.