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DESTAQUES EM HPB/LUTS DO CONGRESSO ANUAL DA AMERICAN UROLOGICAL ASSOCIATION: AUA 2018

 

DESTAQUES EM HPB/LUTS

DO CONGRESSO ANUAL DA AMERICAN UROLOGICAL ASSOCIATION: AUA 2018

A edição 113 do Congresso Anual da American Urological Association (AUA) ocorreu em San Francisco (Califórnia) entre os dias 18 e 21 de maio de 2018. Cerca de 16 mil congressistas participaram do evento que atualmente é considerado o maior congresso urológico internacional.1

A presente separata visa trazer as principais novidades sobre HPB/ LUTS que constam na nova diretriz sobre tratamento cirúrgico da HPB (2018), que foi apresentada ao longo da programação científica do congresso da AUA em San Francisco. É importante mencionar que algumas das novas tecnologias mencionadas na presente separata ainda não foram registradas pelos órgãos competentes brasileiros e não se encontram disponíveis em território nacional.

  • NOVA DIRETRIZ SOBRE TRATAMENTO CIRÚRGICODE HPB/LUTS DA AUA²

    A nova diretriz da AUA sobre tratamento cirúrgico da HPB foi lançada oficialmente na sessão ‘Prime Time’ do congresso em San Francisco no dia 19 de maio (Esplanade Ballroom, Moscone South Building, 2:30 pm). De acordo com o Prof. Kevin MacVary (Southern Illinois University School of Medicine), as novas diretrizes tratam apenas de opções cirúrgicas para o tratamento da HPB. 

    Possivelmente, uma atualização das diretrizes sobre tratamento medicamentoso da HPB, que envolve uma revisão mais extensa da literatura, será lançada em um futuro próximo.

    Durante a plenária do congresso AUA 2018, o painel de especialistas discutiu o papel do estudo urodinâmico na avaliação de pacientes candidatos a cirurgia para HPB/LUTS. 

    Segundo MacVary, nas diretrizes anteriores o estudo urodinâmico foi sempre classificado como opcional, com base em opinião de especialistas. A nova diretriz traz uma indicação mais liberal deste exame na prática urológica (préoperatório). 

    Outra questão extensamente discutida nas novas diretrizes foi o papel das novas tecnologias minimamente invasivas, como o Lift uretral prostático e a ablação por vapor de água, as quais ainda não estão disponíveis no Brasil.

  • PONTOS CHAVE DA NOVA DIRETRIZ SOBRETRATAMENTO CIRÚRGICO DA HPB²

    RECOMENDAÇÕES SOBRE AVALIAÇÃO DO PACIENTE:2

    Anamnese, exame de urina e escore de sintomas (AUA-Symptom Index / AUA-SI) são recomendados na avaliação inicial de pacientes apresentando sintomas urinários e incômodo à qualidade de vida. Outros exames que também podem ser considerados incluem a avaliação do resíduo pós-miccional (RPM), a urofluxometria livre e estudo fluxo-pressão (princípio clínico).

    Deve-se considerar também a avaliação do volume prostático por ultrassom transabdominal ou transretal, cistoscopia ou por outro exame de imagem previamente realizado pelo paciente (exemplos: ressonância magnética ou tomografia computadorizada).

    Deve-se realizar avaliação do RPM antes do tratamento cirúrgico da HPB (princípio clínico).

    Deve-se considerar urofluxometria livre antes do tratamento cirúrgico da HPB (princípio clínico).

    Deve-se considerar estudo fluxo-pressão (avaliação urodinâmica) antes de intervenção cirúrgica para LUTS secundários à HPB quando existe incerteza sobre o diagnóstico (opinião de especialistas).

    INDICAÇÕES DE TRATAMENTO CIRÚRGICO:2

    Cirurgia é recomendada para pacientes com insuficiência renal secundária à HPB, retenção urinária refratária, infecções urinárias recorrentes, litíase vesical recorrente ou hematúria macroscópica secundária à HPB, e/ ou quando há LUTS refratários e/ou o paciente não quer fazer uso de outros tratamentos menos invasivos (princípio clínico).

    Cirurgia não deveria ser realizada apenas para tratar divertículo vesical assintomático. Entretanto, avaliação complementar para avaliar presença de obstrução infravesical deveria ser considerada (princípio clínico).

  • RECOMENDAÇÕES SOBRE TÉCNICAS CIRÚRGICAS:

    RESSECÇÃO TRANSURETRAL DA PRÓSTATA (RTU-P)2

    RTU-P deveria ser ofertada como opção de tratamento para homens com LUTS secundários à HPB (Recomendação moderada; Grau B).

    Técnicas de RTU-P monopolar ou bipolar podem ser usadas, na dependência da expertise do cirurgião com estas técnicas (opinião de especialista).

    PROSTATECTOMIA SIMPLES2

    Prostatectomia aberta, laparoscópica ou robótica podem ser consideradas para pacientes com próstatas volumosas, dependendo da expertise do cirurgião com estas técnicas (Recomendação moderada; Grau C).

    INCISÃO TRANSURETRAL DA PRÓSTATA (ITU-P)2

    ITU-P deveria ser ofertada como opção para pacientes com próstatas ≤30g como opção de tratamento de LUTS secundários à HPB. (Recomendação moderada; Grau B)

    VAPORIZAÇÃO TRANSURETRAL DA PRÓSTATA (VTUP)2

    VTUP bipolar pode ser ofertada para pacientes com LUTS secundários à HPB (Recomendação condicional; Grau B).

    VAPORIZAÇÃO FOTOSELETIVA DA PRÓSTATA (PVP)2

    PVP deveria ser considerada como opção (120 W ou 180W) para pacientes com LUTS secundários à HPB (Recomendação moderada; Grau B).

    LIFT URETRAL PROSTÁTICO (LUP)2

    LUP deveria ser considerado como opção de tratamento para pacientes com LUTS secundários à HPB, desde que o volume prostático seja <80g e verificada a ausência de lobo prostático mediano (obstrutivo). Entretanto, os pacientes devem ser informados que a redução de sintomas e a melhora no fluxo urinário são menos significativas em comparação à RTU-P (Recomendação moderada; Grau C). 

    LUP pode ser ofertado para pacientes com LUTS secundários à HPB e que demonstram preocupação sobre as funções ejaculatória e erétil (Recomendação condicional; Grau C).

    TERAPIA TRANSURETRAL COM MICROONDAS (TUMT)2

    TUMT pode ser ofertada para pacientes com LUTS secundários à HPB. Entretanto, os pacientes devem ser informados que as taxas de retratamento são altas, em comparação à RTU-P (Recomendação condicional; Grau C).

    TERAPIA COM VAPOR DE ÁGUA2

    Terapia com vapor de água pode ser ofertada para pacientes com LUTS secundários à HPB, desde que o volume prostático seja < 80 g. Entretanto, os pacientes devem ser informados que a evidência de eficácia ainda é limitada, incluindo as taxas de retratamento em longo-prazo (Recomendação condicional; Grau C).

    Terapia com vapor de água pode ser ofertada para pacientes selecionados que desejam preservação das funções erétil e ejaculatória (Recomendação condicional; Grau C).

    ABLAÇÃO TRANSURETRAL POR AGULHA (TUNA)2

    A TUNA não é recomendada para o tratamento de LUTS secundários à HPB (opinião de especialistas).

    ENUCLEAÇÃO A LASER2

    Enucleação da próstata com holmium laser (HoLEP) ou thulium (ThuLEP) devem ser consideradas como opções de tratamento independentes do volume prostático para pacientes com LUTS secundários à HPB, dependendo da expertise do cirurgião (Recomendação moderada; Grau B).

    PAE não é recomendada para o tratamento de LUTS secundários à HPB fora do contexto de pesquisa clínica (opinião de especialistas).

    OPÇÕES DE TRATAMENTO CIRÚRGICO PARA PACIENTES COMPLICADOS2

    HoLEP, PVP e ThuLEP devem ser consideradas para pacientes com risco aumentado de sangramento, como aqueles que fazem uso de anticoagulantes (opinião de especialistas).

  • ALGORITMO DA AUA: MANEJO CIRÚRGICO DE LUTS SECUNDÁRIOS À HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA (HPB)²

    AVALIAÇÃO E TESTE PRÉ-OPERATÓRIO2

    TERAPIA CIRÚRGICA2

    PACIENTES CLINICAMENTE COMPLICADOS2

    Em pacientes com risco maior de sangramento, como aqueles com anticoagulação, terapias com menor necessidade de transfusão sanguínea, como HoLEP, PVP e ThuLEP, devem ser consideradas. Para obter informações adicionais sobre o uso de anticoagulantes e terapia antiplaquetária em pacientes cirúrgicos, consulte a revisão do ICUD / AUA sobre anticoagulação e terapia antiplaquetária na prática urológica. 

    Elegibilidade para o procedimento PUL é dependente da ausência de obstrução do tecido da próstata na linha média e volume da próstata < 80g.

    Elegibilidade para um procedimento TUIP é dependente do volume da próstata < 30g.

    Elegibilidade para um vapor de água procedimento de terapia térmica é dependente do volume de próstata < 80g.

  • Referências

    1. AMERICAN UROLOGICAL ASSOCIATION. Join us in the spectacular city of San Francisco for the 113th AUA annual meeting! Disponível em: <https://eventscribe.com/2018/AUA2018/>. Acesso em: 21 jun. 2018.

    2. FOSTER, HE. et al. Surgical management of lower urinary tract symptoms attributed to benign prostatic hyperplasia: aua guideline. In: AMERICAN UROLOGICAL ASSOCIATION. Disponível em: <http://www.auanet.org/Documents/Guidelines/PDF/BPH%20Surgical%20Management%20Website%20061118.pdf>. Acesso em: 21 jun. 2018.

    3. FOSTER, HE. et al. Surgical management of lower urinary tract symptoms attributed to benign prostatic hyperplasia. In: AMERICAN UROLOGICAL ASSOCIATION. Disponível em <http://www.auanet.org/Documents/education/clinicalguidance/BPH%20Surgicial%20Management%20Algorithm.pdf>. Acesso em: 21 jun. 2018.

    4. COMBODART (dutasterida + cloridrato de tansulosina). Bula do produto