Você está deixando o Portal Médico GSK

Você está prestes a deixar o site da GSK. Ao clicar neste link, você será direcionado a um site que não pertence ou é controlado pela GSK. Portanto, a GSK não é responsável por demais conteúdos presentes neste site.

Continuar

Voltar

   


EARLY vs DELAYED

   


Impacto da progressão da HPB e consequências do início do tratamento imediato versus tardio em pacientes com sintomas moderados a graves em risco de progressão

 

Introdução e objetivo

Apesar da superioridade da combinação de tansulosina+dutasterida para tratamento dos sintomas do trato urinário inferior (LUTS) secundários à hiperplasia prostática benigna (HPB), não é incomum que os pacientes com fatores de risco para progressão recebam, inicialmente, monoterapia com alfabloqueadores.

O presente estudo avaliou o impacto do tratamento combinado imediato (tansulosina+dutasterida) versus tratamento inicial com tansulosina seguido por conversão ao tratamento combinado após 6, 12 e 24 meses, usando um modelo estatístico para descrever as trajetórias individuais do questionário International Prostate Symptom Score (IPSS) em pacientes com HPB/LUTS moderados/severos e fatores de risco para progressão da doença.

 

Métodos

Estudos clínicos simulados (ECS) foram realizados a partir dos dados de 10.238 pacientes dos estudos de fase III e IV com dutasterida. O efeito nas taxas de progressão da doença foram avaliados de acordo com distintos contextos de tratamento. Os cenários de ECS foram investigados, incluindo uma referência (tratamento combinado imediato) e seis alternativas de braços de tratamento virtuais (tratamento inicial com tansulosina em monoterapia e posterior conversão ao tratamento combinado 1 a 24 meses depois). Resposta clínica foi definida por uma redução ≥ 25% no escore do IPSS em relação à linha de base. As mudanças no escore do IPSS foram avaliadas com testes T.

 

Resultados

O tratamento combinado tardio levou a uma diminuição da resposta clínica (p<0,01). Após 1 ano de tratamento, as taxas de resposta clínica (redução ≥ 25% no escore do IPSS) foram de 79,7% no grupo tratamento combinado imediato versus 74,1% e 70,3% em pacientes que iniciaram com tansulosina inicialmente e receberam tratamento combinado após 6 e 12 meses respectivamente. Uma proporção maior de pacientes do grupo tratamento combinado imediato teve LUTS reclassificados de severos para moderados ou de moderados para leves em comparação aos demais grupos.

Resultados
 

Conclusões

Este estudo clínico simulado permitiu a avaliação do impacto do tratamento combinado imediato versus tardio. Verificou-se que a resposta inicial à monoterapia com alfabloqueadores não prediz a melhora sintomática à longo prazo, mostrando deteriorização dos sintomas com o tratamento combinado iniciado após o sexto mês, como mostra o gráfico acima. As diferenças observadas nos escores do IPSS na comparação entre o tratamento combinado imediato versus tardio (a partir do sexto mês após a introdução de alfabloqueador em monoterapia) foram estatisticamente significativas.

 

Autores

Salvatore D’Agate, Timothy Wilson, Burkay Adalig, Michael Manyak, Juan Manuel Palacios-Moreno, Chandrashekhar Chavan, Matthias Oelke, Claus Roehrborn, Oscar Della Pasqua 

Autores da separata

Dr. Márcio Augusto Averbeck | CRM-RS 28361

Dr. Paulo Afonso Santos | CRM-RJ 72372
 

  • Comentários sobre o estudo

     

    Dr. Márcio Augusto Averbeck | CRM-RS 28361
    Dr. Paulo Afonso Santos | CRM-RJ 72372 

    Este modelo estatístico foi inicialmente apresentado à comunidade urológica durante o Congresso da European Association of Urology (EAU) em Barcelona (Março de 2019). O artigo completo foi publicado no periódico World J Urol no dia 11 de Maio de 2019. Trata-se de uma abordagem muito interessante, pois busca compreender as trajetórias individuais do IPSS de mais de 10 mil pacientes incluídos em 6 estudos clínicos de fases III e IV (ARIA3001, ARIA3002, ARI40002, CombAT, CONDUCT, ARIB3003), todos eles desenvolvidos pela GSK e cujos dados estão disponíveis online para toda comunidade científica internacional. Os estudos clínicos simulados (ECS) vêm sendo amplamente utilizados em outras áreas da medicina, em especial na cardiologia e na farmacologia clínica, pois permitem verificar tendências no comportamento de determinadas variáveis (ex.: escore do IPSS) a partir de múltiplas observações e coletas de dados que são habitualmente realizadas em estudos clínicos randomizados. Os resultados do presente estudo reforçam que as atuais recomendações da SBU-Brasil e principais diretrizes internacionais recomendam a terapia combinada de alfa-bloqueador + 5ARI como primeira linha de tratamento clínico para pacientes com sintomas moderados à graves com próstata >40g. Isto porque parte do benefício sintomático proporcionado pelo tratamento combinado em homens com fatores de risco para progressão da doença é perdido caso se inicie o inibidor da 5-alfa-redutase após 6 meses da prescrição inicial de um alfabloqueador.

  

  • Combodart®

     

    Combodart® (dutasterida + cloridrato de tansulosina). Indicações: Combodart® trata e previne a progressão da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), através do alívio dos sintomas, reduzindo o tamanho (volume) da próstata, melhorando o fluxo urinário e reduzindo o risco de retenção urinária aguda (RUA) e a necessidade de cirurgia relacionada à HPB. Contraindicações: Combodart® é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida a dutasterida, cloridrato de tansulosina, outros inibidores de 5-alfa redutase ou qualquer componente da fórmula. É contraindicado para uso em mulheres e crianças. Advertências e precauções: Câncer de prostata: Homens que utilizam Combodart® devem ser avaliados regularmente quanto ao risco de câncer de próstata, incluindo teste de PSA. Antígeno específico da próstata (PSA): Os pacientes que recebem Combodart® devem ter um novo PSA basal estabelecido após 6 meses de tratamento com dutasterida. Recomenda-se monitorar os valores de PSA regularmente a partir de então, e os valores prévios do PSA devem ser analisados a título de comparação. O exame digital retal, bem como outras avaliações para o câncer da próstata, devem ser conduzidos em pacientes com HPB, antes de iniciar o tratamento com dutasterida e periodicamente. Eventos adversos cardiovasculares: Nenhuma relação causal entre dutasterida (sozinha ou em combinação com um alfa bloqueador) e falência cardíaca foi estabelecida. Em estudos clínicos randomizados controlados, não foi encontrado nenhum aumento consistente estatisticamente significativo no risco de falência cardíaca, infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular encefálico. Cancêr de mama: Houve raros relatos de câncer de mama em homens que utilizavam dutasterida em estudos clínicos e durante o período de pós-comercialização. Os pacientes devem ser orientados a relatar prontamente quaisquer alterações no tecido mamário, tais como nódulos ou secreção no mamilo. Hipotensão: Como ocorre com outros bloqueadores adrenérgicos alfa-1, pode sobrevir hipotensão ortostática nos pacientes tratados com tansulosina, o que, pode resultar em síncope. Recomenda-se cautela quando agentes bloqueadores adrenérgicos alfa, são administrados com inibidores PDE5, pois podem potencialmente causar hipotensão sintomática. Síndrome Intraoperatória da Íris Flácida (IFIS): IFIS, variante da síndrome da pupila pequena, foi observada durante a cirurgia de catarata em alguns pacientes tratados com bloqueadores adrenérgicos alfa-1. A descontinuação de tansulosina por 1 a 2 semanas antes da cirurgia da catarata é considerada empiricamente benéfica. A dutasterida é absorvida pela pele, portanto mulheres e crianças devem evitar o contato com as cápsulas caso estejam vazando. Deve-se usar de cautela ao administrar Combodart® em pacientes com doença hepática. Não é necessário o ajuste de dose em idosos. Nenhum ajuste na dose é previsto para pacientes com insuficiência renal. Uso em gravidez e lactação: Mulheres grávidas ou que podem ficar grávidas não devem manipular o conteúdo de uma cápsula de Combodart®, pois a dutasterida é absorvida através da pele e pode afetar o desenvolvimento normal de um bebê do sexo masculino, principalmente nas 16 primeiras semanas. Não se sabe se a dutasterida ou a tansulosina são eliminadas pelo leite materno. Reações adversas: Não foram realizados estudos clínicos com Combodart®, contudo, informações sobre sua coadministração estão disponíveis no estudo CombAT (Combination of Avodart® and Tamsulosin). Os seguintes eventos adversos foram relatados durante o estudo: Impotência, alteração (diminuição) da libido, transtornos de ejaculação, problemas nas mamas, tontura. Durante o uso isolado de dutasterida foram relatados: alopécia, hipertricose, reações alérgicas, sintomas depressivos, dor e inchaço nos testículos. Para tansulosina foram relatados: tontura, anormalidades na ejaculação, palpitações, constipação, diarreia, astenia, síncope, angioedema, priapismo, síndrome de Stevens-Johnson. Interação medicamentosa: Não há estudos de interação medicamentosa realizados com Combodart®. As informações a seguir referem-se aos dados disponíveis dos componentes individuais. A dutasterida é metabolizada pela isoenzima CYP3A4 do citocromo P450 humano. Portanto, as concentrações sanguíneas de dutasterida podem aumentar, na presença de inibidores de CYP3A4 (ex: Verapamil e Diltiazem). A dutasterida não inibe as enzimas metabolizadoras de drogas do citocromo P450 in vitro, nem induz as isoenzimas do citocromo P450 CYP1A, CYP2B e CYP3A em ratos e cães, in vivo. Tansulosina: Existe o risco teórico de aumento dos efeitos hipotensivos quando o cloridrato de tansulosina é coadministrado com fármacos que podem reduzir a pressão arterial, inclusive agentes anestésicos, inibidores de PDE5 e outros bloqueadores alfa-1-adrenérgicos. Os efeitos da coadministração de ambos os inibidores de CYP3A4 e CYP2D6 com cloridrato de tansulosina não foram avaliados clinicamente, no entanto, há um potencial para o aumento significativo da exposição da tansulosina. Recomenda-se cautela quando Combodart® for usado em combinação com cimetidina. Recomenda-se cautela quando houver administração concomitante de varfarina e cloridrato de tansulosina. A biodisponibilidade de dutasterida não é afetada pelos alimentos, assim como não afetam a ASC da tansulosina. Posologia: Combodart® em homens adultos, incluindo idosos, a dose recomendada é de uma cápsula (0.5 mg/0.4 mg) por via oral, ingerida inteira, uma vez ao dia aproximadamente 30 minutos após a mesma refeição todos os dias. Superdosagem: Não há dados disponíveis quanto a superdosagem com Combodart®. Não há antídoto específico para dutasterida, portanto, em casos de suspeita de superdosagem, tratamento sintomático e de suporte deve ser administrado conforme apropriado. Em caso de hipotensão aguda após superdosagem com cloridrato de tansulosina, a pessoa deve receber suporte cardiovascular. A restauração da pressão arterial e a normalização da frequência cardíaca podem ser obtidas fazendo o paciente deitar-se. Se isso for inadequado, a administração de expansores de volume e, se necessário, de vasopressores, deve ser usada e a função renal deve ser monitorada e suportada conforme necessário. Para dados completos sobre a segurança do medicamento, a bula na íntegra deverá ser consultada e poderá ser solicitada à empresa através do departamento de Informações Médicas da GSK (SAC 08007012233 e/ou medinfo@gsk.com). VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. Reg MS: 1.0107.0287. mBL_Combodart_cap.dura.lib. prol_GDS15_IPI12_L0789.

  

  • Referência

     

    D’Agate, S. et al. Impact of disease progression on individual IPSS trajectories and consequences of immediate versus delayed start of treatment in patients with moderate or severe LUTS associated with BPH. World Journal of Urology 2019. pp 1–10. https://doi.org/10.1007/s00345-019-02783-x