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Progressão da HPB - Perguntas e respostas

  • 1. O que é progressão da hiperplasia prostática benigna? Quais são as consequências dessa doença?

    A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma das mais comuns doenças do envelhecimento masculino e pode estar associada aos sintomas do trato urinário inferior (LUTS), que afetam a qualidade de vida, interferindo nas atividades diárias normais e no padrão de sono.1 A prevalência de HPB histopatológica depende da idade e seu desenvolvimento se inicia geralmente após os 40 anos.2,3 Por volta dos 80 anos é tão elevada que atinge 90% da população masculina. De forma semelhante ao que acontece com a histologia, a prevalência dos sintomas também aumenta com a idade. A proporção de pacientes com sintomas moderados a graves, mundialmente conhecidos como LUTS, duplica a cada década de vida.3

     

    Os sintomas do trato urinário inferior podem afetar negativamente na qualidade de vida do paciente e interferir na sua rotina. Estudos de longo prazo, como o Medical Therapy of Prostatic Symptoms (MTOPS) e o The Combination of Avodart® and Tamsulosin study (combAT), indicam que os pacientes com HPB podem desenvolver retenção urinária aguda (RUA) ou evoluir a um estágio de necessidade de cirurgia.4,5

     

    A participação do paciente na escolha do seu tratamento tem importância fundamental, uma vez que o impacto dos sintomas na qualidade de vida é considerado decisivo nesta escolha.1

  • 2. É possível identificar os pacientes que podem ter evolução da doença?

    Sim. Pode-se citar homens com idade igual ou superior a 50 anos, diagnóstico de HPB por anamnese, exame digital retal (EDR), IPSS igual ou superior a 12 (sintomas moderados a intensos), volume da próstata igual ou superior a 30 cc por ultrassonografia transretral, antígeno prostático específico (PSA) sérico igual ou superior a 1,5 e inferior ou igual a 10 ng/mL.5

  • 3. Para esses pacientes em que a doença progredirá, qual é a melhor opção terapêutica?

    Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira (SBU), Europeia (EAU) e Americana (AUA) de Urologia a combinação de a-bloqueadores e 5-a-redutase é a primeira linha de tratamento em pacientes com HPB em alto risco de progressão (sintomas moderados a graves, PSA > 1.5 ng/mL e próstata > 40cc).1,6,7

  • 4. Durante quanto tempo esses pacientes se beneficiam do tratamento com terapia combinada?

    A terapia combinada é recomendada para tratamentos por no mínimo 1 ano.8

     

    Estudos de longa duração como combAT e MTOPS mostraram o benefício da terapia combinada ao longo de 4 anos.4,5

  • 5. É muito comum observar a utilização de alfa-bloqueadores em monoterapia como primeira opção terapêutica no tratamento da HPB. Quando essa opção é realmente adequada?

    O colo vesical e a uretra prostática são ricos em receptores alfa-adrenérgicos e a utilização de tais fármacos pode diminuir o componente dinâmico da obstrução, com isso, são indicados para tratamento sintomático da HPB. Porém, é importante ressaltar que não impedem o crescimento prostático, nem a evolução natural da doença.1,8

     

    Portanto, a monoterapia com alfabloqueadores é indicada para pacientes com sintomas (IPSS aumentado) e próstatas de menor volume (>40cc).5-8

  • 6. Considerações finais

    O CombAT é um estudo de grupo de quatro anos, global, multicêntrico, randomizado, duplo-cego e paralelo com 4.848 pacientes desenhado para investigar os benefícios da terapia combinada em comparação com as monoterapias e teve as seguintes conclusões:5

    • A terapia combinada foi significativamente superior à monoterapia com alfa-bloquadores na redução do risco relativo de progressão clínica da HPB.
    • Forneceu significativamente maiores benefícios dos sintomas do que qualquer monoterapia no período de 4 anos.
    • Segurança e tolerabilidade do tratamento combinado foi consistente com a experiência anterior com dutasterida e tansulosina em monoterapias.
  • REFERÊNCIAS

    1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA. Projeto Diretrizes. Hiperplasia Prostatica Benigna. Disponível em: <http://projetodiretrizes.org.br/5_volume/24-Hiperpla.pdf>. Acesso: 09 mar. 2016.

    2. CHUTE, CG. et al. The prevalence of prostatism: a population-based survey of urinary symptoms. J Urol. 1993 Jul;150(1):85-9.

    3. AVERBECK, MA. et al. Diagnóstico e tratamento da hiperplasia benigna da próstata. Rev AMRIGS. 2010;54(4):471-7.

    4. MCCONNELL, J. et al. The long-term effect of doxazosin, finasteride, and combination therapy on the clinical progression of benign prostatic hyperplasia. N Engl J Med 2003; 349: 2387.

    5. ROEHRBORN, CG. et al.; CombAT Study Group. The effects of combination therapy with dutasteride and tamsulosin on clinical outcomes in men with symptomatic benign prostatic hyperplasia: 4-year results from the CombAT study. Eur Urol. 2010 Jan;57(1):123-31. doi: 10.1016/j.euru- ro.2009.09.035. Epub 2009 Sep 19.

    6. OELKE, M. et al. Guidelines on the management of male lower urinary tract symptoms (LUTS), incl. Benign Prostatic Obstruction (BPO). In: EUROPEAN ASSOCIATION OF UROLOGY. 2012. Disponível em: <http://www.uroweb.org/gls/pdf/12_Male_LUTS_LR%20May%209th%202012.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2014.

    7. AMERICAN UROLOGICAL ASSOCIATION. Chapter 1: Guideline on the management of benign prostatic hyperplasia (BPH). 2010. Disponível em: <http://www.auanet.org/content/clinical-practice-guide- lines/clinical-guidelines/main- reports/bph-management/chap_1_GuidelineManagementof(BPH).pdf>. Acesso em: 13 dez. 2013.

    8. POMPEO, ACL. et al. Recomendacoes SBU 2012. In: SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA. 2012. Disponível em: <http://www. sbu.org.br/pdf/recomendacoes/livro_uroneurologia_hpb.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2014.

 

INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA

  • EVENTOS ADVERSOS

    • Câncer de mama masculino, insuficiência cardíaca congestiva e câncer de próstata de alto grau foram relatados durante ensaios clínicos e relatório pós comercialização, embora uma relação causal com o Combodart® não tenha sido estabelecida. Bloqueadores alfa tem sido associados com o risco de hipotensão ortostática e síndrome de íris flácida intra-operatória. O Combodart® pode reduzir a contagem de esperma, o volume de sêmen e movimento de espermatozóides, mas não se sabe se isto tem um efeito adverso sobre a fertilidade.
    • Os eventos adversos associados com Combodart® incluem eventos adversos de natureza sexual (impotência, diminuição da libido, distúrbios de ejaculação), hipersensibilidade e aumento da mama e tonturas. Reações alérgicas, sintomas depressivos, alopecia/hipertricose, arritmias e dispnéia também foram relatados.
    • Eventos adversos relacionados com a droga são mais comuns com a terapia combinada (dutasterida + tansulosina) do que com tansulosina ou dutasteride sozinho. Retirada do ensaio clínico devido a eventos adversos relacionados com a droga são semelhantes em todos os grupos de tratamento (6% no grupo da combinação e 4% nos grupos dutasterida e tansulosina). Para maiores informações a bula completa deve ser consultada.
  • CONTRAINDICAÇÕES

    • Combodart® é contraindicado em mulheres e crianças; pacientes com hipersensibilidade a dutasterida, outros inibidores de 5a-redutase, tansulosina, ou qualquer um dos seus excipientes. Devem ser adotadas precauções para evitar a exposição durante a gravidez.
  • INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

    • Certos medicamentos podem interagir com Combodart® e as informações completas de prescrição deverão ser consultadas.